A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/05/2020
Na escola, é comum que jovens façam a pargunta: “quando eu vou usar isso na minha vida?”. Isso acontece porque o sistema de ensino brasileiro falha em preparar o aluno para a vida adulta por deixar de lado conteúdos verdadeiramente úteis. Entre os assuntos não abordados no ensino básico está a educação financeira - tema fundamental de ser compreendido para todo indivíduo.
No livro “Por uma outra globalização”, o geógrafo Milton Santos explica como o consumismo é vendido como uma fábula, exibindo uma visão fantasiosa de uma realidade dinâmica e próspera. A educação finançeira entraria neste contexto dando ao cidadão a capacidade de encontrar um equilíbrio entre o gasto e a economia e, de tal forma, não sendo manipulado pela falsa necessidade de consumo.
O que é visto no Brasil é alarmante: Segundo o SPC, aproximadamente 41% da população adulta brasileira terminou 2018 com alguma conta atrasada e com CPF negativo. Além disso, segundo dados do SPC e da CDNL, a taxa média de inadimplência de pessoas entre 18 e 24 anos é inferior a -20%. Esses jovens que começam a vida adulta com dívidas altas, em sua maioria, provavelmente não tiveram acompanhamento e ajuda sobre como gereciar o próprio dinheiro.
Portanto, o porquê do brasileiro, mesmo em época de crise, não saber lidar com gastos está centrado na educação: no ensino fundamental e médio, o MEC deve disponibilizar aulas e palestras sobre finanças aos alunos por meio da capacitação de professores e da contratação de especialistas visando despertar neles uma análise crítica sobre o assunto. Desta forma, os jovens terão desde cedo conciência de como cuidar do próprio dinheiro de forma sustentável antes mesmo de conquistarem o primeiro emprego.