A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 14/05/2020
O livro “pai rico, pai pobre”, escrito pelo investidor americano Robert Kiyosaki, retrata as experiências do próprio autor, que aprendeu a partir das observâncias acerca do modelo de vida do pai (a quem ele chama de “pai pobre”) que nunca atingiu a liberdade econômica, e do pai do melhor amigo (o “pai rico”), que gastava muito menos do que ganhava, atingindo uma maior ascensão econômica. Análogo a isso, observa-se a importância da educação financeira na vida do cidadão, seja para planejar um futuro a longo prazo, quando isto é ensinado às crianças, seja para evitar as dívidas advindas do consumo exacerbado. Logo, são necessárias medidas governamentais, visando retratar a importância da educação financeira.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em 2020, iniciou um projeto experimental para educar crianças brasileiras sobre o comportamento financeiro a partir da pré-escola. Tal projeto tem o intuito de transmitir desde a infância, maneiras de como lidar com as finanças, e dessa maneira, gerar uma consciência econômica na vida desses indivíduos, para que haja um planejamento de desejos a longo prazo, como viagens ou a compra de um imóvel.
Ademais, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 62 milhões de consumidores estavam com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) negativado. Essa situação advém de um alto consumo por parte desses cidadãos, que na maioria das vezes, gastam mais do que ganham. Originando no final do mês mais contas do que o habitual. Dessa forma, esses indivíduos são considerados devedores, e são impossibilitados de receber um crédito bancário, por exemplo.
Portanto, sabe-se que a educação financeira é de suma importância para a vida dos cidadãos. Dessa maneira, para que haja o fortalecimento dessa ideia, o Ministério da Educação deve investir em palestras, ministradas por economistas, nas principais escolas brasileiras, objetivando ensinar como deve ser feita as ações de educação financeira, através do planejamento com o dinheiro que essas crianças recebem todos os meses dos seus responsáveis, para consumo pessoal, por exemplo. Além disso, o Ministério da Economia deve investir em projetos de pagamento de dívidas, promovendo a possibilidade de pagamento dos indivíduos negativados, diminuindo o número de endividados no Brasil. Logo, a possível ascensão econômica abordada no livro de Robert, seria menos distante para a população.