A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/05/2020
A busca cada vez mais expressiva pela educação financeira no Brasil é fruto de sucessivas crises econômicas que assolam o país em desemprego e inadimplência nos últimos anos. Nesse contexto, a importância de gerir suas próprias finanças perpassa pelo incentivo ao consumo consciente e ao empreendedorismo, pontos relevantes em um cenário de incertezas no ramo econômico. Logo, medidas eficazes devem ser tomadas a fim de efetivar tal conhecimento em âmbito nacional.
Em primeiro plano, destaca-se o valor da educação financeira para a consolidação do consumo consciente dentro do sistema capitalista no Brasil. Nessa perspectiva, o renomado educador Paulo Freire acreditava que a educação precisa despertar um processo de conscientização e autonomia nas pessoas, através da inclusão do aluno em seu contexto. Em paralelo ao seu pensamento, aprender a equilibrar desejos consumistas e controle de gastos, ou seja, obter o hábito de poupar, é fundamental para evitar a inadimplência entre jovens e adultos no país. Além disso, o consumo consciente se relaciona diretamente à minimização do avanço predatório do homem sobre o meio ambiente. De tal forma, é sabido que a introdução do planejamento financeiro condiciona a formação de cidadãos livres e críticos, assim como ditava Paulo Freire.
Somado a isso, a educação financeira visa, também, estimular o potencial empreendedor nos indivíduos. Portanto, em um cenário de crise econômica, possuir conhecimento sobre controle de capital é de suma importância para reduzir o impacto dessa problemática e evitar o fechamento de negócios, principalmente quando se trata de pequenas empresas. Nesse viés, segundo o sociólogo Emille Durckeim, o indivíduo somente poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido e as condições de que depende. Por isso, um passo importante já foi dado quando, em 2018, a educação financeira foi incluída na Base Nacional Comum Curricular, programa que será destinado tanto ao ensino fundamental quanto ao ensino médio.
Sob tal ótica, algumas ações devem ser pensadas para aprimorar medidas que já foram colocadas em prática. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas públicas e privadas, cumpra a matriz curricular obrigatória com a inclusão da educação financeira na sala de aula. Assim, por meio de professores capacitados, material de apoio, bem como sessões periódicas de palestras com a família dos alunos, será possível iniciar a educação financeira desde a fase infantil a fim de estimular bons hábitos na sociedade. Dessa maneira, o Brasil estará, finalmente, comprometido em salvaguardar a autonomia econômica de seus cidadãos.