A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/05/2020
O filme “Até que a sorte nos separe” traz a narrativa de uma família que possuía demasiada flexibilidade econômica e alcançou a falência devido ao consumo ostentativo. Tal problema com a falta de educação financeira não se restringe à ficção, posto que cerca de 63 milhões de brasileiros fecharam o ano de 2018 com o CPF negativado, segundo a SPC. Nesse ínterim, é possível afirmar que o ensino financeiro voltado para a gestão de gastos seguida pelo consumo consciente é um instrumento essencial que visa o livramento de muitos indivíduos da saia justas do endividamento.
De primeira, é importante salientar que os gastos são irremediáveis na conjuntura de vida atual,todavia, podem ser geridos de uma forma mais eficiente, visando contornar o acúmulo de dívidas. Isso ocorre porque ,segundo o físico Albert Einstein, a educação forma um ser pensante e, na pauta em questão, forma pessoas mais aptas a enxergar alternativas viáveis ao aperto econômico. Exemplo disso é exibido pela estudante e “youtuber”, Nathalia Rodrigues, a qual dá conselhos, acessíveis e realistas para quem possui até um salário mínimo, acerca de como, por exemplo, sair do vermelho ou contornar o cheque especial no final do mês, ensinando princípios básicos de gestão financeira para um público que espelha grande parte da realidade brasileira. Nesse sentindo, é indubitável que a educação financeira baseada no perfil de consumidor é necessária para a liquidar o endividamento.
Ademais, a educação financeira é uma potencial transformadora do consumismo exagerado dos dias de hoje para um consumismo mais consciente. Isso ocorre porque, segundo o Nobel da economia de 2017: Richad Thaler, o perfil comportamental do comprador atual é estreitamente vinculado à emoção. O que faz com que as empresas se aproveitem dessa capacidade crítica leviana dos compradores e lancem, cada vez mais, ofertas com forte apelo sentimental, perpetuando esse hábito relapso dos consumidores. Portanto, para dar fim a essa cadeia, a educação financeira se apresenta como uma retificação do comportamento acrítico adquirido pelo comprador moderno.
Por fim, é importante salientar que a educação financeira será obrigatória durante o infantil e fundamental a partir de 2020.Portanto, faz-se necessário que o Governo Federal auxilie ,financeiramente, o MEC a fim de construir aulas voltadas para a realidade do perfil do consumidor médio brasileiro, que possam ser aplicáveis no contexto de endividamento, visando tirar as pessoas dessa saia justa. Ademais, urge que a educação financeira ,aplicadas pelas escolas, inclua a análise comportamental, feita por um psicólogo, de posturas que devem ser retificadas durante o consumo de algum produto. Para isso, os jovens e o orientador podem simular cenas de compra, em que o segundo crie cenas provocativas a fim de aguçar a postura crítica do aluno no momento de compra.