A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/05/2020
No filme “Até que a Sorte nos Separe”, Tino, pai de família e personal trainer, ganha 100 milhões de reais na loteria em uma aposta única e, vivendo uma vida de ostentação ao lado de sua mulher, Jane, gasta todo o dinheiro em 15 anos, passando por dificuldades financeiras posteriormente. Fora das telas, é fato que a realidade apresentada pelo longa é, em parte, coincidente com a atual conjuntura nacional: cidadãos que, por não terem nenhuma base de educação financeira, fazem compromissos aos quais não sabem se conseguirão cumprir. Tal fato gera um elevado índice de inadimplência na sociedade brasileira e evidencia a importância da educação financeira no Brasil.
Em primeira análise, percebe-se que as instruções para lidar com as finanças são de extrema importância para um futuro em que todos os indivíduos consigam arcar com seus compromissos. De acordo com a OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o Brasil é o vigésimo sétimo colocado, na lista dos 30 países membros, em termos de familiarização com ferramentas do mercado financeiro. Esse dado mostra que, infelizmente, a preocupação governamental em fornecer educação financeira de qualidade é baixa, o que é inaceitável.
Ademais, nota-se que a falta de educação financeira no Brasil gera um alto índice de pessoas com o nome negativado que, em março de 2019, bateu um recorde histórico e alcançou 63 milhões de pessoas, segundo a Serasa Experian. Este fator pode ser considerado um contratempo grave para a sociedade, uma vez que quanto mais instruído e organizado o indivíduo for com relação à sua renda, maior será seu poder de consumo, acesso ao crédito e gerenciamento do dinheiro, o que gera uma melhor qualidade de vida.
Tendo em vista os aspectos analisados, faz se imprescindível que o Estado tome providências para que o problema da falta de educação financeira seja atenuado no Brasil. Sendo assim, o Ministério da Educação deve, por meio de parcerias com emissoras nacionais de TV, veicular palestras em canais abertos que contemplem dicas relacionadas à instruções para lidar com as finanças, com discursos de profissionais das áreas de economia e administração, em horários diversificados, para que toda a população tenha a oportunidade de acompanhar. Somente assim, uma sociedade mais consciente será alcançada e casos semelhantes ao de Tino deixarão de ocorrer.