A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 12/05/2020
No livro “Pai Rico, Pai Pobre”, o autor Robert Kiyosaki afirma que o dinheiro sem a inteligência financeira desaparece depressa e que as escolas não ensinam habilidades financeiras, por isso muitos profissionais formados terão problemas em administrar o seu dinheiro. Analogamente com o cenário atual, vê-se a negligência por parte das famílias e escolas com esse tipo de quadro acadêmico desde a infância. Visto que isso proporcionará uma maior tendência em gerar dívidas econômicas na fase adulta, decorrente da falta de educação financeira não aplicada.
Apesar de viver-se no mundo capitalista, o cidadão ainda tem a dificuldade de organizar suas finanças. Embora esse problema ocorra com maior intensidade quando o indivíduo é adulto, a matriz desse fato tem início na infância; é notório a ausência de investimento tanto das escolas — que não têm uma matéria fixa para essa área de conhecimento — como a escassa importância em que isso é incentivado por parte das famílias brasileiras. E isso, consequentemente, cria um impacto no que tange a empreender no mercado de trabalho, isto é, a falta de inovar e investir.
Além disso, é válido ressaltar que sem uma organização econômica a propensão de acúmulo de dívida é maior. Conforme o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) apenas 59% da população adulta não terminou o ano de 2018 com alguma conta pendente; e isso, portanto, provem da ausência da construção educacional financeira na sociedade, a qual certa parcela de brasileiros não têm conhecimento. Desse modo, os índices confirmam a grande dificuldade de organização em relação ao dinheiro e o quão é importante a educação de finanças.
Portanto, diante dos fatos supracitados é necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) juntamente com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) enquadre a educação financeira nas escolas. E, por meio da capacitação dos profissionais dessa área conduzindo os estudantes a um projeto construtivista que, ao final do ano letivo, apresente as habilidades financeiras no cotidiano do cidadão, tendo início a partir do ensino fundamental I. Assim, tendo como objetivo aplicar tais habilidades atrelada a inteligência financeira em que Robert Kiyosaki aborda em “Pai Rico, Pai Pobre”.