A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 11/05/2020
Na série televisiva “Todo Mundo Odeia o Chris”, o pai do protagonista, Julius, ressalta aos filhos inúmeras vezes ao longo da trama a importância da educação financeira e de gastar seu dinheiro conscientemente. Diante o exposto, é evidente que, na hodiernidade, esse ensino é de grande relevância à vida pessoal do indivíduo, proporcionando incontáveis benefícios, como maior possibilidade de ascensão social e melhor estabilidade emocional. Contudo, a falta de orientação escolar e a escassez de diálogos familiares acerca de finanças dificulta a concretização desses benéficos efeitos.
Nessa perspectiva, deve-se mencionar que a educação financeira permite que indivíduos, por meio, por exemplo, de planejamentos familiares, tenham um maior controle sobre seus gastos e não se endividem facilmente, possibilitando, consequentemente, que acumulem capital para elevar seus padrões de vida. A título de ilustração, o livro “Pai Rico, Pai Pobre” do empresário Robert Kiyosati, mostra que, mesmo que o homem tenha uma carreira bem-sucedida e diversas graduações acadêmicas, ele enriquecerá apenas se for financeiramente educado. Não obstante, a escassez de aulas e palestras sobre finanças em escolas, sejam públicas, sejam privadas, prejudica, para muitos jovens, a supracitada possibilidade de ascensão social.
Outrossim, cabe analisar as teorias do pensador Sigmund Freud, fundador da psicanálise austríaca, as quais afirmam que o meio e suas condições tem impacto definitivo nas esferas cognitiva e psicológica humana. Sob essa óptica, uma vida financeiramente desestabilizada e desregulada influencia negativamente o indivíduo, sendo uma das causas de problemas como estresse, ansiedade e desentendimentos matrimoniais. Desse modo, a educação financeira é capaz de conferir grande estabilidade emocional a casais e jovens adultos no início de suas carreiras profissionais. No entanto, a insuficiência de diálogos entre pais e filhos sobre como gerenciar suas finanças promove o alastramentos desses entraves no âmbito social.
Portanto, são necessárias medidas para promover a educação financeira em larga escala. Para isso, cabe ao Poder Público, por intermédio do Ministério da Educação, realizar, em escolas, palestras voltadas a alunos do ensino médio sobre finanças, ministradas por administradores e contadores experientes nesse ramo, com o fito de formar mais jovens que tenham um controle efetivo sobre seus gastos e orçamentos. Ademais, as famílias devem debater com os filhos sobre a importância de organizar suas contas, com o intuito de que estes tenham uma maior estabilidade emocional na vida adulta. Assim, os benefícios desse ensino, tão estimado por Julius, serão de fato, concretizados.