A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/05/2020

Zygmunt Bauman expõe, em Modernidade Líquida, as instabilidades vividas pela população no século atual. Diante de empregos temporários e poucas previsões de como serão as rendas futuras, a população encontra-se no desafio de administrar seus recursos de forma mais eficiente, uma vez que não sabe o seu salário no futuro. Esta importância dada à educação financeira, presente na contemporaneidade, também foi fundamental em outros períodos, como na Idade Média no momento de guardar alimentos no verão para se alimentar no inverno, porém, diante dos desafios atuais, torna-se ainda mais necessária.

Em primeira análise, a ineficiente administração de receitas e despesas por governos gerou crises que afetaram diretamente a vida da sociedade, exemplo disso são os índices inflacionários dos países latino-americanos em meados de 1980. No caso das famílias, não é diferente, se os indivíduos gastam mais do que recebem, terão implicações futuras relacionadas a pagamento de dívidas e juros. Além disso, as inovações no âmbito da produção são cada vez mais rápidas, o que resulta em produtos novos e, por conseguinte, no aumento do desejo de consumo.

Diante desse cenário, a sociedade tem resultados significativos para o mau e o bom uso da sua renda. No primeiro caso, a alocação de renda inapropriada gera instabilidades aos cidadãos em momentos que precisam gastar mais, o fato de gastar mais do que deveria e aplicar dinheiro em investimentos ineficientes, ao longo do tempo, diminui o patrimônio das famílias. Contudo, a utilização correta dos recursos financeiros torna as famílias mais preparadas em crises. Assim, a educação financeira prova ser um dos elementos essenciais na vida dos indivíduos.

Logo, a sociedade demanda de medidas a fim de garantir a manutenção de bons hábitos financeiros. A primeira ação deve ser realizada ainda na formação dos cidadãos, as escolas devem, por intermédio de professores e profissionais da área de contábeis, realizar palestras e atividades em que os alunos possam interagir com instrumentos de finanças, atitude que faz os estudantes mais preparados para o futuro. Outro agente fundamental será o Estado, como mediador do bem comum, esse deve ofertar cursos para jovens, adultos e idosos sobre como administrar seus recursos, o que torna o tema menos complexo à população. Diante dessas intervenções, os problemas quanto à educação financeira devem diminuir.