A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 11/05/2020

O célebre filósofo prussiano, Immanuel Kant, citou, certa vez, a frase “O ser humano é aquilo que a educação faz dele” para se referir à importância da educação na vida dos indivíduos. Sob esta ótica, a  potência desse discurso é alta, já que a educação, sobretudo a financeira, é fundamental para a formação pessoal. Entretanto, isso esbarra na negligência do governo em oferecer esse tipo de ensino à população, o que contribui para a tendência consumista social.

Nesse panorama, a princípio, é preciso elencar a atuação governamental na falta de educação financeira. De acordo com Aristóteles, filósofo grego, a política, em uma sociedade, é necessária para a promoção do bem estar e dos direitos básicos, como a educação. Contudo, ao trazer essa perspectiva para a realidade brasileira, depara-se com uma insuficiência institucional em realizar medidas sociais que contribuam para o desenvolvimento de uma consciência financeira nas pessoas. Assim, principalmente nas escolas, faltam bases educacionais sólidas que forneçam a devida importância ao aprimoramento das noções de finanças nos alunos, uma vez que é por meio da educação que uma sociedade se transforma, como citou Kant.

Ademais, as consequências diante desse quadro de inanição governamental são alarmantes e devem ser pontuadas. Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, em seu livro “Vida para Consumo”, a sociedade consumista prospera enquanto consegue tornar perpétua a insatisfação dos seus membros. Esse pensamento contribui para a discussão na medida em que, a falta conhecimento de finanças, promove uma maior suscetibilidade dos cidadãos em serem sujeitos à indústria do consumo. Desse modo, eles desenvolvem um vício em consumir motivado pela alienação perante as estratégias comerciais do sistema capitalista. Isso, a longo prazo, faz com que haja uma reprodução de tal comportamento aos filhos, que passam a se comportar motivados pelo consumo exacerbado, semelhante ao que ocorre com seus pais.

Destarte, medidas são necessárias para atenuar essa problemática da falta de educação financeira. O Ministério da Educação deve atuar, por meio do redirecionamento de verbas, na capacitação dos professores com a promoção de cursos gratuitos sobre educação financeira, com o fito de facilitar a didática deles ao lidar com a educação financeira nas salas de aula.Assim,o principal objetivo da proposta é potencializar a aplicação dos conhecimentos de finanças na vida pessoal dos alunos. Dessa forma, a educação, de fato, transformará o homem, semelhante ao afirmado pelo filósofo prussiano.