A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 09/05/2020

Durante o fatídico ano de 1929, Os Estados unidos enfrentavam uma das suas piores crises financeiras da história, atrelada a um contexto de superprodução, o que ocasionou a quebra da bolsa de valores do país. Tal episódio histórico só corrobora a importância da educação financeira na vida humana, haja vista que o desconhecimento de tal ferramenta só contribui para o endividamento e a crise. Todavia, esse mecanismo não é pregado de forma trivial no hodierno contexto nacional, sendo, na verdade, um privilégio de classes econômicas mais altas. O motivo dessa displicência está relacionado, primeiramente, devido ao desconhecimento, pela maioria dos brasileiros, da educação financeira e, em segundo plano, por razões de descaso de instituições públicas e privadas em repassar tal conhecimento.

Em primeira instância, é fulcral pontuar o benefício do conhecimento da educação financeira para a vida humana. De acordo com o livro ’’ Sapiens’’, de Harari, o dinheiro surgiu em uma perspectiva de organização para tornar as relações sociais mais simples. Analogamente, infere-se que, além do próprio dinheiro, deve-se existir, de maneira homóloga, uma consciência de como guardar, investir e gastar tal ferramenta. Mas, isso não é uma realidade para a maioria dos brasileiros, visto que o endividamento e a postergação de impostos é quase uma rotina na vida do corpo social nacional, que , por conseguinte, acabam tendo que recorrer a empréstimos e ajudas externas. Logo, é inadimissível essa desinformação em relação  à finanças.

Ademais, é mister destacar que, apesar de uma minoria fugir da regra, instituições públicas e privadas desprezam a educação financeira. Segundo o sociólogo alemão Max Weber, ação racional por finalidade é a ação que o ser humano faz em prol de algum fim específico. Diante de tal óptica, convém-se dizer que o estudo de finanças é para obter uma vida monetária equilibrada , porém, se os estudantes não conhecerem tal ideia, não tem como eles começarem a usar esse mecanismo, pois não terão uma finalidade.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para melhorar a compreensão geral da importância da educação financeira no Brasil. Destarte, necessita-se que o Tribunal De Contas Da União direcione capital que, por intermédio do ministério da educação, será convertido na formação de uma grade curricular só para finanças em escolas, principalmente de ensino fundamental e médio que é onde os alunos estão desenvolvendo o senso crítico. Por meio de profissionais formados em economia, os princípios das finanças serão transmitidos para alunos a fim de gerar uma conscientização sobre a importância de tal ferramenta. Desse modo, poder-se-ia evitar crises como a de 1929.