A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/05/2020
A crise de 1929, que ficou popularmente conhecida como “A Grande Depressão”, foi uma grande crise econômica que persistiu até a Segunda Guerra Mundial, sendo considerada o maior período de recessão econômica do século XX. Entre as consequências, desse evento, está a elevada taxa de desemprego que causou o empobrecimento, devido às dívidas, das fábricas e da população. Semelhante a essa época, no contexto brasileiro atual, muitas pessoas encontram-se em débito, logo, evidencia-se a importância da educação financeira na vida do cidadão. Tal problemática tem como um dos principais motivos o descontrole financeiro e consequentemente a inadimplência.
Antes de tudo, é válido ressaltar que, hodiernamente, inúmeros indivíduos fazem compras em excesso. Outrossim, no filme “Até que a sorte nos separe”, produzido em 2012, o personagem Tino e sua esposa Jane têm uma vida humilde, e moram em um pequeno apartamento, tal cenário muda drasticamente quando o casal ganha o prêmio de cem milhões de reais na loteria. Após 15 anos, desse acontecimento, Tino já gastou todo o dinheiro adquirido, devido às suas compras compulsivas. Assim como mostrado no longa, muitos brasileiros acabam por comprar mais do que necessitam, utilizando o cartão de crédito ou algum outro meio, e percebem as consequências desse ato apenas quando já estão em défice com o banco.
Por conseguinte, ocorre a inadimplência da população. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) cerca de 62,6 milhões de brasileiros, 41% da população adulta do país, terminaram o ano de 2018 com alguma conta atrasada e com o CPF negativo. Como resultado, essas pessoas são privadas, posteriormente, de comprar itens essenciais à sobrevivência, devido ao acúmulo de dívidas que contribui cada vez mais para a desigualdade social no país, pois muitas dessas pessoas não sabem como administrar o dinheiro recebido.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação (MEC) deve propor a inclusão da educação financeira na grade curricular do ensino fundamental, tanto em escolas públicas como em particulares, garantido que todas os cidadãos tenham pleno acesso ao ensino dessa área, para que os jovens já cresçam sabendo o necessário e assim em sua vida adulta invistam o dinheiro obtido. Essa ação será feita por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Ademais, o Ministério da Economia em parceria com a mídia deve fazer a conscientização da população adulta por meio de campanhas que serão exibidas na televisão, jornais, revistas e redes sociais. Com todos esses atos, espera-se que atitudes como a do personagem Tino no filme “Até que a sorte nos separe” não se repitam.