A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/05/2020
O filósofo estadunidense Henry David Thoreau uma vez afirmou que “Muitos sabem ganhar dinheiro, porém poucos sabem gastá-lo.” Tal citação simboliza a importância da educação financeira, conhecimento que é pouco difundido no Brasil. Sua ampla divulgação é vital para conferir excelentes benefícios para sua população, tais como a promoção do desenvolvimento econômico e a preservação do bem-estar. No entanto, a falta de uma cultura de investimentos e a exaltação de um estilo de vida consumista pela mídia dificultam o acesso da sociedade a essas benesses.
A priori, observa-se que a educação financeira é uma maneira deveras eficiente de promover o crescimento econômico dos indivíduos. Isso pode ser verificado pela emocionante história do estadunidense Chris Gardner, cuja história foi relatada no filme “À Procura da Felicidade”, que mesmo sendo um morador de rua, conseguiu uma licença para operar na Bolsa de Valores ao fim de um estágio não-remunerado, alcançando o status de milionário por meio de investimentos inteligentes. Nesse âmbito, percebe-se que a instrução monetária é uma poderosa ferramenta para elevar o padrão de vida dos cidadãos, e consequentemente da sociedade. No entanto, não há, no Brasil, uma cultura de investimentos forte em relação a outros países, o que dificulta o conhecimento acerca desse benefício.
A posteriori, nota-se que ser responsável com suas finanças é fundamental para uma vida mais despreocupada e saudável. A ausência dessa característica é um fator que contribui para a construção de vícios, como exemplificado pelo filme “Joias Brutas”, no qual Howard, um vendedor de bijuterias, põe sua vida e seu casamento em risco devido à sua mania de apostas. Sob este viés, a educação financeira é fundamental para que o indivíduo direcione seu dinheiro de forma mais sábia, evitando o desequilíbrio. No entanto, o consumismo que é amplamente exaltado pela mídia tira os cidadãos desse caminho, mergulhando-os em gastos compulsivos, deletérios e desnecessários.
Em síntese, é evidente que uma população financeiramente responsável tem maiores chances de ter uma vida próspera e equilibrada. Para que isso seja possível, cabe ao Ministério da Educação expandir o ensino financeiro na educação básica, por meio de aulas práticas e discussões envolvendo professores e responsáveis, com a finalidade de conscientizar os jovens quanto ao uso de seu dinheiro, buscando fazer investimentos frutíferos. Ademais, é papel do Ministério da Cidadania instruir a sociedade a controlar melhor seus hábitos de consumo por meio de campanhas nos meios de comunicação, com o fito de reduzir as despesas desnecessários da população. Dessa forma, o povo brasileiro poderá contrariar a declaração de Thoreau e conseguirá usar seu dinheiro para promover o bem-estar individual e social.