A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 06/05/2020

O filme “Quem quer ser um milionário?” retrata a história de um jovem indiano pobre que participa em um programa de perguntas e respostas da televisão local, no qual o prêmio é 1 milhão de dólares, e ele vence. Fora da ficção, a solução para a maioria dos brasileiros que desejam ser ricos, ainda, é trabalhar e economizar. No entanto, poucos conseguem desenvolver uma boa gestão de seus recursos porque não tiveram educação financeira ao longo da vida. Tal cenário é refletido na falta de planejamento e administração do capital e resulta em consequências para boa parte da nação.

Em primeira análise, é relevante destacar o pensamento do ex-Presidente norte-americano Benjamin Franklin, o qual diz: “se você falha em planejar, está planejando falhar”. Nessa ótica, o pensamento corrobora a história bíblica do jovem hebreu José que se tornou Governador do Egito, o qual durante um período de sete anos de fartura, ordenou que um quinto de toda a produção fosse guardada e armazenada em celeiros. Após isso, seguiu-se um tempo de sete anos de muita pobreza, miséria e escassez de alimento em toda a terra, porém, o Egito estava abastecido, pois o sábio líder teve organização e planejamento. Entretanto, esse comportamento e pensamento não são vivenciados por grande parte dos brasileiros, já que parte da população não possui, ou ignora, os princípios de planejamento financeiro e gastam de forma descontrolada e desnecessária.

Ademais, uma consequência direta da falta de educação financeira, é o grande número de cidadãos inadimplentes que não quitam, ou atrasam, as faturas de cartão de crédito, boletos, financiamento de casas e imóveis e, por isso, se tornam devedores. De acordo com uma matéria veiculada no portal O Globo, o número de pessoas com o nome sujo ou com dívidas em atraso alcançou 63 milhões em março de 2019, segundo dados da Serasa Experian. Esse número é superior a população de quase todos os países da América Latina, pontua o portal digital. Desse modo, é evidente que a falta de ensino financeiro e educação tem afetado a milhões de brasileiros.

Infere-se, portanto, que a educação financeira é primordial para o corpo social do Brasil. Nesse sentido, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deverá incluir no currículo da educação básica uma disciplina de “Economia e Educação financeira” para os estudantes das escolas privadas e públicas, com o objetivo de preparar uma geração de adultos responsáveis e conscientes financeiramente. Isso será feito em parceria com as secretarias de educação estaduais que contratarão professores qualificados e experientes. Dessa forma, o Brasil terá uma sociedade mais crítica e que valoriza seus compromissos financeiros. Assim, não precisão depender da mesma sorte do jovem indiano Kamal para serem ricos.