A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/05/2020

Desde o início da segunda década do século XXI, o mercado especulativo ficou mais acessível à população, com possibilidade elevada de lucros através de compra de ações e criptomoedas, por exemplo. Entretanto, é notório que esse mercado ainda não se popularizou muito no Brasil pela falta de conhecimento sobre. Assim, nota-se que, pela educação financeira ser bastante precária no país, os cidadãos não possuem planejamento econômico, o que acarreta, como consequência, em um consumismo exagerado e irresponsável.

Em primeira análise, é válido destacar a estrutura educacional do Brasil, que, mesmo no ensino médio, não possui grade curricular destinada à educação financeira. Nesse cenário, jovens que saem da escola e são inseridos no mercado de trabalho não possuem conhecimentos sobre com planejar ou investir seu dinheiro. Tal fato comprova-se ao analisar dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que indicam que cerca de 40% da população economicamente ativa não investem na Previdência Social (esta é responsável pela aposentadoria dos brasileiros). Dessa maneira, fica evidente que a ausência dessa educação compromete drasticamente o futuro dos cidadãos.

Ademais, há ainda as empresas que, como afirma o filósofo Herbert Marcuse, “apostam na irracionalidade do indivíduo”. Dessa forma, tal aposta está presente nas propagandas irresistíveis e na obsolência programada de aparelho eletrônicos, em especial, os celulares, que induzem as pessoas a realizarem compras, diversas vezes, inúteis, devido à falta de planejamento econômico. Logo, fica claro que a educação financeira também é importante para “despertar” o senso crítico das pessoas e perceber a exploração das empresas ocultas em propagandas.

Diante do mencionado, fica visível que o maior entrave para a não efetivação da educação financeira sólida no Brasil deve-se à ausência dessa na fase escolar dos indivíduos. Portanto, é necessário que o Ministério da educação introduza, na grade curricular do ensino fundamental e médio, a disciplina de educação financeira, lecionada por economistas. Além disso, aliado às escolas, deve ofertar palestra sobre planejamento e investimento do dinheiro para pais dos alunos e comunidade, para que, com essas ações, as problemáticas dos endividamentos e ausência de planejamento sejam atenuadas e o cidadão possa desfrutar do amplo mercado especulativo.