A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/04/2020
O começo do ano de 2020 foi marcado pela pandemia do vírus COVID-19, que além de trazer problemas à saúde pública, também despertou uma crise econômica nos países atingidos. Esse cenário ressalta a importância da educação financeira na vida dos cidadãos, visto que a maioria não consegue reservar dinheiro para possíveis momentos de adversidade. Diante disso, cabe analisar o analfabetismo financeiro e o consumismo inadimplente como fatores desse quadro e seus efeitos.
Primeiramente, cabe analisar o que torna um indivíduo financeiramente alfabeto. Nesse contexto, a família é responsável por não educar seus filhos à uma correta administração monetária e, simultaneamente, as escolas oferecem questões econômicas por meio de cálculos de juros, porcentagem e proporcionalidade superficialmente. A exemplo disso, a trilogia de filmes “Até que a sorte nos separe” retrata a história de Tino, um bilionário excêntrico que perde toda sua fortuna graças à má gestão de seus patrimônios e gastos supérfluos. Portanto, a indisciplina no controle de contas está atrelada à uma questão comportamental e, também, ao dessaber de cálculos básicos.
Dessa maneira, a sociedade vive à margem de consequências advindas de decisões imprudentes na hora do manejo monetário. Primordialmente, estão os endividamentos que comprometem o orçamento familiar devido ao consumismo subordinado as facilidades de parcelamentos oferecidas por cartões de crédito, cegando consumidores e comprometendo a quitação de suas faturas em dia. Ademais, empréstimos são feitos como solução temporária para prestação de contas, visto que seus juros incrementam uma dívida futura ainda maior, gerando um ciclo vicioso na vida do endividado. Tais circunstâncias podem gerar depressão e estresse, a exemplo da Crise de 29, que levou muitos trabalhadores ao suicídio. Nessa lógica, a educação financeira é, de fato, a melhor forma de conter uma sociedade refém de déficits econômicos.
É válido, então, destacar que, em virtude dos argumentos apresentados, o problema é um fato real que exige atenção e atitude de todos. Para tanto, a sociedade é incumbida de planejar o controle do quanto ganha e gasta, separando despesas fixas e necessárias do consumismo imprudente, assim como reservar parte de seu dinheiro por meio de poupanças a fim de não se tornar vítima das dívidas acumuladas e para passar uma imagem de responsabilidade a seus filhos. O governo, por intermédio Ministério da Educação, ainda, detém o poder de remoldar a grade curricular das escolas incluindo mais horas destinadas ao estudo teórico e prático de casos reais referentes à educação de finanças com o intuito de construir uma população que domine sua vida financeira. Assim sendo, os indivíduos passarão a controlar seu próprio dinheiro, e não mais serem controlados por ele.