A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 26/04/2020

O filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom” retrata o cotidiano da protagonista que compra compulsivamente itens supérfluos com o cartão de crédito, mesmo sem ter dinheiro para isso. Dessa forma, na hora de pagar as contas é inadimplente e não consegue sanar todas as suas despesas Infelizmente, fora da ficção, a sociedade brasileira também enfrenta essa rotina ocasionada pela falta de uma educação financeira que ensine organizar finanças.

Antes de tudo, vale ressaltar que a dificuldade que os cidadãos têm de aplicar adequadamente os seus ganhos tem um de seus pilares na mentalidade consumista. Essa cultura de consumo teve origem com a consolidação do capitalismo que inseriu no mundo a necessidade de comprar por impulso. Aos poucos, o ato de consumir se tornou uma fonte de prazer às pessoas. Certamente, uma prova disso é que o George Bush, ex-presidente dos EUA, mandou os americanos irem às compras para se sentirem melhores, após o ataque terrorista do onze de setembro de 2001.

Consequentemente, diante de tanto incentivo para comprar e nenhum para economizar, as pessoas entram em dívidas enormes com bancos, por causa de cartões, cheques e empréstimos. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), 41% dos adultos brasileiros estão com CPF negativado, isto é, com o nome sujo. Nesse sentido, esses indivíduos não conseguem fazer empréstimos e compras a prazo, o que gera uma série de novos problemas para esses sujeitos, pois acabam recorrendo a amigos e parentes para pedirem dinheiro emprestado.

Percebe-se, portanto, que medidas são necessárias para implantar o ensino financeiro na vida do cidadão brasileiro. É fundamental que o Ministério da Educação inclua os responsáveis dos alunos à educação sobre finanças, já existente nas escolas. Essa integração ocorreria com a proposta de os discentes elaborarem com os seus encarregados tabelas de gastos mensais, com análises sobre o que é supérfluo e essencial. Tudo isso seria feito com a ajuda dos professores, que também passariam documentários que deem dicas sobre economizar e alertem sobre os perigos do consumismo. Dessa maneira, a consciência sobre a importância de saber manejar o capital chegaria aos lares brasileiros, e estilos de vida como o de Becky Bloom diminuiriam gradativamente.