A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/04/2020

‘‘A boa educação é moeda de ouro. Em toda parte tem valor’’. A proposição de Padre Antônio Vieira remete a grande importância da educação financeira na vida do cidadão, mas encontra-se em defasagem no país, acarretando em altos índices de inadimplência por parte dos cidadãos. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), no ano de 2018, 62,2 milhões de brasileiros fecharam o ano com o nome sujo, sendo a maioria jovens entre 18 a 24 anos.

A implementação da educação financeira desde o ensino primário promove a autonomia do indivíduo, uma vez que conscientiza e alerta sobre os gastos exacerbados. Além disso, promove não somente a oportunidade de alusão do cidadão com o real significado dos números na economia, mas também, disserta sobre o comportamento do consumidor, possíveis investimentos favoráveis e desfavoráveis do dinheiro, sua aplicação na bolsa, possíveis crises, como a crise de 1929, nos Estados Unidos e suas consequências.

Ademais, com o auxilio da educação financeira, crianças e jovens podem repassar e aplicar seus conhecimentos com seus familiares, para a implementação de uma sociedade mais responsável sobre seus gastos, além de, estipularem metas e contribuírem gradativamente com a sociedade, visando ocasionar uma mudança coletiva mundial nos gastos, o que vai de encontro com o pensamento do educador Paulo Freire, ‘‘A educação não muda o mundo, a educação muda pessoas, pessoas mudam o mundo’’.

Portanto, cabe ao governo juntamente com as esferas da educação, implementar desde o ensino primário a educação financeira, não somente como aspecto matemático, mas também, social, incluindo em diferentes disciplinas conscientizando a população sobre seus gastos, aplicações e perdas, com o intuito de tornar uma população mais igualitária, consciente, com menores índices de inadimplência e com maior capacidade de alcançar seus objetivos, sejam pessoais ou materiais.