A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 17/04/2020
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 50 milhões de brasileiros estão em situação de endividamento. Diante desse cenário, a educação financeira ganha notoriedade, visto que pode acarretar impactos positivos no enfrentamento dessa problemática, como o desenvolvimento do autocontrole e a redução do número de pessoas inadimplentes. Logo, tal panorama exige um olhar mais atento de instituições governamentais e educacionais.
Cabe ressaltar, a princípio, o autocontrole como efeito benéfico da educação financeira na vida do cidadão. A esse respeito, B.F Skinner, renomado filósofo do século XIX, defende a tese segundo a qual a prática de se abster de prazeres momentâneos em prol de ganhos futuros estimula o desenvolvimento do autocontrole. Nesse sentido, percebe-se que ao incentivar a redução de gastos supérfluos, com objetivo de garantir aos indivíduos segurança financeira ao longo dos anos, o conhecimento nessa área ratifica a teoria defendida por Skinner. Não obstante, no Brasil hodierno, o descaso estatal com a promoção da educação financeira dificulta sua disseminação entre os brasileiros.
Outrossim, a redução do número de inadimplentes configura-se como outra consequência positiva da educação financeira. Sob essa óptica, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem só é capaz de alcançar o estado de “Maioridade”, no qual é possível pensar de forma autônoma e racional, por meio do conhecimento. Nessa perspectiva, percebe-se que a educação no campo das finanças, ao proporcionar a criticidade, como proposto por Kant, defende os indivíduos de influências midiáticas que associam o consumo ao prazer, retirando-os de um estado de alienação que leva muitos deles ao endividamento. Desse modo, é imprescindível que a Escola realize medidas que estimulem a propagação desse conhecimento fundamental para a sociedade.
Portanto, com o fito de modificar o cenário exposto pelo IBGE, urge que o Ministério da Educação, em parcerias com escolas público-privadas e com o Sebrae, estimule a promoção da educação financeira desde a infância, por meio de palestras, com a participação de profissionais especializados, capazes de passar o conhecimento de forma adequada para cada faixa etária. É essencial, ainda, que o Poder Público, por intermédio de redirecionamento de verbas, financie tais eventos. Espera-se, com isso, que contexto de endividamento seja modificado no País.