A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/04/2020
No livro “Pai Rico, Pai Pobre” de Robert T. Kiyousaki, é defendido uma ideia que a educação financeira elimina o indivíduo da “corrida dos ratos”, um estilo destrutivo de vida que a maioria dos adultos trabalhadores levam. Nesse sentido, a narrativa foca na importância da instrução financeira, que inclusive deve ocorrer desde cedo, uma vez que é fundamental para evitar o acúmulo de dívidas e proporcionar o melhor aproveitamento da remuneração.
Em primeiro plano, é importante destacar que em função da influência midiática, telespectadores são cada vez mais expostos ao incentivo desenfreado do consumo de produtos. Isso decorre, do modelo tecnológico atual influenciado pela revolução técnico científica da década de 1970, pois surge um padrão de despesas e necessidade do produto exposto. Como consequência, a demanda de parcelas no cartão de crédito sobe, produtos supérfluos são adquiridos, os juros aumentam e todo final do mês os cidadãos encontram-se cada vez mais endividados. Sendo assim, tudo que foi gasto foi ganho e observa-se acentuadamente a necessidade da educação financeira com objetivo de auxiliar os consumidores para o consumo consciente e na redução de suas dívidas.
Por conseguinte presencia-se que é através da instrução financeira que será possível proporcionar o melhor aproveitamento do salário do cidadão: ao observar que o dinheiro será utilizado da maneira correta. Isso decorre, devido as ideias voltadas a poupança planejada, à compra do essencial e ao corte de gastos supérfluos. O filme “Mauá - o Imperador e o Rei”, por exemplo, destaca-se a trajetória de sucesso do Barão de Mauá, que vivenciou e aprendeu sobre como manusear corretamente todo dinheiro que ganhava. Além disso, em sua jornada o destemido empreendedor investe na atividade industrial, poupa e corta gastos desnecessários tornando-se um dos maiores nomes do Império brasileiro.
Portanto, é mister que o estado tome providências para estimular a educação financeira no Brasil. Para o incentivo da população a respeito da temática urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), invista por meio de verbas governamentais na incrementação de instrução financeira na grade escolar do ensino básico ao médio, com objetivo de desenvolver educação financeira desde cedo. Ademais, o governo deve adotar medidas voltadas para a criação de campanhas, projetos e na viabilização de cursos que ensinem sobre a utilização correta do dinheiro e mostrem os perigos do endividamento, com a finalidade de reduzir o número de pessoas com altas dívidas. Somente assim, será possível proporcionar educação financeira para todos e consequentemente desprender a sociedade da corrida de ratos anteriormente citada pelo livro “Pai Rico, Pai Pobre”.