A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 16/04/2020

Consoante a crise de 1929 nos Estados Unidos, esse período ficou marcado como uma catástrofe econômica no mundo, pois refere-se a um cenário de grande consumismo que acarretou em uma população sem segurança financeira. Nesse viés, atualmente, no Brasil, os cidadãos ainda não possuem autonomia da sua renda salarial e isso configura em uma instabilidade monetária e social. Diante disso, deve-se analisar a falta de introdução da educação financeira nas escolas e a ausência de campanhas midiáticas para orientar a importância da poupança emergencial.

Primeiramente, a falta de introdução da educação financeira nas escolas é um problema contemporâneo. Isso decorre do modelo pedagógico que prioriza ensinar aos jovens conteúdos que são cobrados em provas, ou seja, assuntos extracurriculares são praticamente inexistentes em salas de aula. Ademais, em circunstância com o filósofo Habermas, para ele qualquer problema é debatível e solucionável com base no diálogo. Nessa lógica, é fundamental que os professores criem espaços comunicativos no intuito de conscientizar os alunos a terem independência econômica nessa faixa etária.

Em segundo lugar, a ausência de campanhas midiáticas para orientar o tecido social sobre a importância da poupança emergencial também é uma problemática. Isso porque, após a Revolução tecnológica e científica, as pessoas estão cada vez mais interligadas ao consumismo inconsciente, pois, a comercialização de produtos inovadores com o complemento da publicidade acarretam no vício aquisitivo. Além disso, com a geração das redes sociais há uma disputa constante entre influenciadores digitais que incentivam seus seguidores a comprarem e por outro lado, os outros profissionais que tentam ensinar seu público a importância de economizar. Portanto, é preciso que a Mídia planejam propagandas educativas para garantir a segurança financeira da população no dia a dia e principalmente, em épocas de crises econômicas.

Por fim, após os argumentos citados, é necessário medidas para reverter esse cenário atual. O Ministério da Educação deve empregar a obrigatoriedade da educação financeira nos currículos escolares, por meio de jogos, palestras e livros que desperte o interesse participativo do estudante, na finalidade de desenvolver a capacidade de poupar dinheiro já nessa idade, para que no futuro sejam adultos que estejam preparados a lidar com crises sem endividamentos; outrossim, essa ação pode ser melhor executada com a ajuda dos programas midiáticos que debatem a importância de haver uma poupança emergencial, visto que o diálogo é uma razão que busca o consenso social - em conformidade com Habermas -.