A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 15/04/2020

Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse contexto, percebe-se, atualmente, um aprisionamento social relacionado a desvalorização da importância da educação financeira na vida dos cidadãos brasileiros. Assim, é importante retratar uma passividade do Estado com a aplicação desse tema nas escolas e a falta de planejamentos econômicos pela população.

Em primeiro plano, evidencia-se uma indiferença do governo com a efetivação de uma educação financeira nas grades educacionais. Análogo ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada pelas instabilidades nas relações políticas com os meios sociais. Essa lógica é comprovada pela ausência de planos e propostas públicas, por parte do governo brasileiro, de implantação de uma matéria específica -nas escolas do país- relacionada à explicação e aplicabilidade de temas econômicas, visando fomentar maiores percepções financeiras para a população. Dessa maneira, são expostos meios primitivos do governo para lidar com a educação monetária no país.

Em segundo plano, é impulsionado a ausência de uma organização com tópicos financeiras pelos brasileiros. Mergulhando nessa ideia, o filósofo francês René Descartes, em dia teoria “Meditações”, revela que a alienação da sociedade frente ideais irracionais ocasiona problemas estruturais para um grupo. Por certo, a falta de efetivação da difusão da educação monetária no país, que são fundamentais para um maior planejamento econômico ocasiona, em potencial, os gastos excessivos da população sem consciência, elevando-se os endividamentos financeiros entre os brasileiros. Dessa forma, ocorre um aumento da desorganização das estruturas financeiras.

Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Ministério da Educação -maior regulador educacional do país-, por meio de parcerias com o Conselho Nacional de  Educação, implementar uma reforma curricular que atenda aos interesses e necessidades da atual sociedade, acrescentando a educação financeira na grade curricular obrigatória do país, com objetivo de promover um conhecimento e o contato plural dos brasileiros com o dinheiro e suas perspectivas desde jovens, a fim de estimular uma sociedade mais justa e financeiramente equilibrada. Sendo assim, o aprisionamento do brasileiro em barras de ferro poderá ser revertido.