A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 13/04/2020
Conhecido como a “Era de Ouro”, a ascensão econômica e a modernização de Pernambuco, durante o Período Colonial, aconteceu devido à administração de Maurício de Nassau, um holândes com conhecimentos de finanças e investimentos. Atualmente no Brasil, a inclusão do ensino financeiro na Base Nacional Comum Curricular se mostra como um excelente auxílio para o jovem aprender à lidar com o capital que ganhará durante a vida - o que foi essencial para Nassau. Entretanto, ainda há desafios a serem cumpridos, uma vez que o acesso à educação é desigual no país, o que desencadeia em uma população financeiramente prejudicada pela ausência de informação.
Em primeiro lugar, destaca-se a desigualdade do acesso à educação como um entrave para a disseminação da instrução sobre finanças. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado oferecer o bem-estar social. Sob esse viés, torna-se fundamental melhorar o acesso à educação no país, sobretudo nas zonas rurais, que são as mais prejudicadas. A informação sobre finanças é essencial para o adolescente, uma vez que o desconhecimento do sistema de juros e tributos pode levar ao endividamento precoce. Desse modo, sem o devido apoio governamental, as dificuldades da distribuição de informação permanecem no país.
Por conseguinte, jovens podem ser prejudicados economicamente pela falta de instrução financeira. Segundo o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tão pouco sem ela a sociedade muda. Sob essa ótica, a ausência de educação impede que jovens possam ter uma nova perspectiva monetária, ou seja, baseada em críticas e conceitos. Sem ela, não acontece uma transformação no jovem que, por sua vez, não muda a sociedade. Assim, a ineficácia na forma de atingir a todos com o esse tipo de conhecimento pode não só lesar o jovem, como também impedir o desenvolvimento social e econômico do país.
Portanto, atingir a todos com o tema econômico é um desafio que precisa ser remediado. Para melhorar a distribuição do acesso à essa informação de forma homogênea, urge que o Ministério da Educação, com o apoio do Governo Federal, priorize a implantação de escolas em lugares de escassez educacional, sobretudo nas zonas periféricas e rurais. Isso pode ser feito por meio da criação de escolas em regiões estratégicas que, ligadas a uma rede de transporte, possam atender a considerável demanda não atendida. Isso pode melhorar a distribuição do conhecimento monetário no país. Dessa forma, formar-se-á pessoas instruídas que mudarão o país, assim como fez Maurício de Nassau.