A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 10/04/2020

Equilibrando as Contas

O filósofo inglês Stuart Mill foi um grande defensor da liberdade econômica do indivíduo e das liberdades individuais dos mesmos. O sistema socioeconômico capitalista, em vigência na sociedade brasileira, contempla esses dois pontos, ao implantar em seus participantes a cultura da acumulação de bens e do alto consumo.

Com isso, os dotados de tal liberdade econômica precisam ter consciência financeira a fim de que não gastem mais do que possuem e se tornem inadimplentes, o que caso venha a ocorrer é extremamente lesivo ao indivíduo em diversas esferas, como a econômica e até mesmo em seus relacionamentos interpessoais. É de extrema importância que os cidadãos saibam administrar de maneira correta e inteligente os seus recursos, para que nada lhes falte e eles possam viver de maneira digna.

Entretanto, alguns dados nos mostram que os brasileiros têm grande dificuldade em administrar seus ganhos. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito, cerca de 62,5 milhões de brasileiros estão em débito com alguma conta, o que representa 41% da população adulta. Além da crítica e instável situação da economia brasileira, este número tão alto de inadimplentes também pode ser associado a falta de conhecimento sobre a administração de finanças pessoais, o que faz com que seja impreterível a realização de ações educacionais por parte do governo federal com a finalidade de ao menos diminuir este problema.

É perceptível, portanto, a necessidade de se buscar medidas e soluções viáveis para a problemática. Uma delas é a realização de atividades relacionadas à educação financeira, por parte dos órgãos responsáveis, desde o Ensino Fundamental I nas escolas e instituições de ensino, para que desde os primeiros anos de formação cultural do indivíduo ele esteja sendo preparado para lidar com dinheiro de maneira responsável e eficiente. Outra medida cabível é que, por meio de parcerias do tipo público-privada, o Governo Federal faça campanhas em múltiplos meios de comunicação sobre educação financeira com o intuito de atingir o público mais velho, já que o número de endividados vem aumentando entre as pessoas de meia-idade e os idosos. Com o advento das mídias e redes sociais, alcançar um maior número de pessoas se tornou algo mais descomplicado, e isso deve ser usado a nosso favor, com o objetivo de formar uma nação mais responsável e consciente economicamente.