A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 08/04/2020

O livro “Quincas Borba”, de Machado de Assis, narra a trajetória do personagem Pedro Rubião que, após herdar uma fortuna milionária, acaba perdendo-a por conta de atitudes inconsequentes e falta de planejamento financeiro. De maneira análoga, fora da ficção, muitos brasileiros comportam-se como Rubião, sem gestão das suas finanças, pois ainda não é dado a devida importância à educação financeira, o que gera consequências como a insegurança previdenciária.

Em primeira análise, cabe ressaltar que a educação financeira se demonstra de suma importância pra conscientizar jovens sobre suas finanças. Dessa maneira, a falta desta na primeira infância gera jovens adultos despreparados para lidar com seus gastos e irresponsáveis quanto ao dinheiro. Isso porque, a educação financeira é negligenciada pela maioria das famílias e escolas brasileiras, haja vista que os brasileiros gastam de maneira inconsequente. A exemplo disso, os dados levantados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que dentre os jovens de 18 a 24 anos, 4 em cada 10 estão ou já estiveram com o nome sujo, pois não sabem administrar o dinheiro. Portanto, para diminui esse cenário no Brasil, de vários jovens como Rubião, que não sabem administrar suas finanças e consumir de maneira consciente, é necessário ressaltar a importância da educação financeira desde a primeira infância.

Ademais, nota-se que a falta de educação financeira gera consequências não só para o indivíduo, mas para toda a sociedade. Dado que, os cidadãos não educados financeiramente ao longo da vida dificilmente conseguirão poupar ou investir qualquer quantia, haja vista que não são consumidores conscientes e gastam mais do que sua receita permite. Sendo assim, ao chegar na aposentadoria, o indivíduo conta somente com a aposentadoria garantida pelo INSS, que muitas vezes não cobre totalmente suas despesas, e isso acaba tornando-o um dependente do Estado ou de familiares para complementar sua renda. Dessa maneira, conforme citado pelo pensador Paulo Freire, somente a educação pode transformar a sociedade e, sem ela, a sociedade não muda. Assim, para poder garantir que os cidadãos terão segurança previdenciária ao fim da vida, é preciso que haja educação financeira, visto que esta fornece autonomia econômica.

Em suma, cabe ao Ministério da Educação incluir na Grade Nacional Comum Curricular a educação financeira para jovens e crianças, por meio de um horário de  aula que dialogue com todas as demais disciplinas da grade, o que torna  mais interessante e eficaz a abordagem para os jovens, para assim tentar educar os futuros cidadãos sobre as suas finanças e a importância da educação financeira. Além disso, o cidadão brasileiro deve informa-se a respeito da gestão de suas finanças.