A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 05/05/2020

A Carta Magna de 1988 ratifica a todos os indivíduos, o acesso a educação no País. Entretanto, esse direito não é concedido de forma extensiva, uma vez que a educação financeira não é efetivada no Brasil. Essa realidade se deve, majoritariamente, ao ensino público deficitário e ao consumismo.

Sob esse viés, é significativo apontar que a falta de uma matéria sobre finanças nas instituições de Ensino Médio, configura um problema. Nesse sentido, de acordo com o contratualista Jonh Locke e o ideário do Contrato Social, cabe ao Estado oferecer medidas que supram o bem-estar comunitário.Entretanto, não é isso que ocorre na Escola, que oferta uma educação tecnicista. Com isso, uma grande fatia social acaba acumulando dívidas por não saber lidar com o dinheiro.

Ademais, a publicidade e propaganda possui papel importante para a manutenção do impasse, pois o marketing influencia o gasto desemfreado e a geração de débitos. Isso ocorre porque, segundo Z. Bauman, o consumismo é intrínseco à auto-segurança e necessidade de possuir um “status social”. Devido a isso, o hábito de gastar desreguladamente, se instala na rotina dos brasileiros.

Portanto, para a efetiva aplicação do ensino sobre finanças no Brasil, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de subsídios estaduais, a implementação de uma matéria sobre finanças, a fim de proporcionar uma metodologia completa para os alunos. Além disso, é fundamental que  o Governo Federal, por meio de Parcerias Público-Privadas, disponibilize uma plataforma online com cursos gratuitos sobre economia domiciliar, na intenção de conceder um auxílio às famílias que não possuem um entendimento acerca sobre os seus gastos. Dessa forma,o direito previsto na Constituição Brasileira poderá ser cumprido.