A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 03/04/2020

Dinheiro é uma espécie de instrumento, na forma de moedas e notas, utilizado na realização de trocas comerciais da sociedade. Para muitas pessoas, que tiveram acesso à educação financeira, lidar com essa ferramenta é sinônimo de estabilidade econômica, uma vez que sabem como administrar seus rendimentos, gastando somente o necessário e garantindo uma reserva para possíveis imprevistos. No entanto, indivíduos que não adquiriram esse tipo de conhecimento, têm enorme dificuldade em gerir a própria verba.

No sistema capitalista em que se vive, o consumismo é uma prática recorrente de diversos cidadãos, que, ao comprar compulsivamente além do que podem pagar, geram numerosas dívidas para si. Uma aparente solução encontrada pelos endividados para quitá-las é solicitar empréstimos. Entretanto, tendo conhecimento acerca da informação do site Exame, de que o Brasil possui a sexta maior taxa de juros do mundo, é plausível afirmar que esta é mais uma fonte de débito para os devedores. É importante observar também que, uma das razões para os juros serem tão altos é justamente o número de inadimplentes no país, que, segundo o site G1, bateu recorde em 2019, alcançando 63 milhões de pessoas.

Com a não quitação das dívidas, a principal consequência é ficar com o nome sujo no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e no Serasa, o que significa ter dificuldades na aprovação de financiamentos e crediários, negação de empréstimos e ausência de um limite de cheque especial para casos de emergência. Além disso, segundo o veículo de notícias UOL, embora não seja permitido e caracterize-se como uma forma de discriminação,  muitas empresas se recusam a contratar pessoas que tenham o nome negativado, dado que os problemas monetários e o alto nível de estresse que causam podem influenciar diretamente na produtividade do funcionário.

Em virtude dos fatos mencionados, a fim de evitar as adversidades causadas pela ausência da educação financeira, é imprescindível que ela seja inserida na vida do cidadão já na infância, por ação da família, que deve incluir a criança nos assuntos econômicos do lar, deixando-a ciente do padrão de vida e dos limites financeiros existentes. Deve também orientá-la quanto ao uso do dinheiro e da relevância de poupar e priorizar os gastos indispensáveis. Ademais, o Ministério da Educação deve elaborar cartilhas de educação financeira para os ensinos fundamental e médio e promover gincanas e palestras com profissionais da área nas escolas com o objetivo de conscientizar e informar os alunos acerca dos assuntos econômicos.