A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 30/03/2020
Em 2019, cerca de 40% da população brasileira acima dos 18 anos encontrava-se endividada, segundo a Serasa. A Nath Finanças, educadora financeira e youtuber , é um dos defensores da educação como recurso para interromper essa distopia nas contas do cidadão. Nesse contexto, a importância da orientação sobre finanças faz-se essencial para a redução de gastos desnecessários e a preservação do meio ambiente.
Em primeiro lugar, a educação financeira permite um maior controle de renda. Isso porque, como em qualquer processo educativo, o cidadão conscientiza-se sobre suas próprias atitudes. Pela perspectiva de Emmanuel Kant, tal diligência transfigura o homem de menoridade em maioridade intelectual, que pensa por si só e assume sua responsabilidade pelas suas escolhas. Dessa maneira, com base no contexto atual, por meio de um processo educativo, o cidadão torna-se resistente às tentações do consumismo e menos propenso à inadimplência.
Além disso, contribui para uma economia mais sustentável. Sob essa ótica, o lançamento constante de produtos novos pelas empresas induz à obsolescência perceptiva. Ela, nesse contexto, cria a sensação individual de que produtos funcionais estão obsoletos mesmo com pouco tempo de uso. Nesse sentido, há o descarte de materiais no lixo e consequentemente compra do novo produto, o que torna tal dinâmica um ciclo vicioso. O Brasil, apesar de ser considerado um país de terceiro mundo, está entre os países mais consumistas, de forma que é considerado o quarto país produtor de lixo no mundo pela ONG WWF. Assim, com a orientação adequada seria possível interromper esse processo insustentável.
Portanto, a educação financeira auxiliaria na redução do consumo e no controle de dívidas. Nessa lógica, é necessário que o Ministério da Economia, em parceria com o da educação, ofereça cursos gratuitos online e presencial sobre essa problemática. Para isso, as instituições de ensino médio e superior podem conduzir aulas presenciais sendo que o ensino à distância seria o complemento teórico do que foi dito na sala de aula. Por meio disso, seria possível permitir que os novos ingressantes no mercado de trabalho tenham uma consciência mais responsável sobre suas finanças. Somente assim, seria possível reduzir os números de endividados no Brasil.