A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 26/03/2020
Os ditos pré-socráticos foram os filósofos que inauguraram o pensamento racional do ambiente que os rodeia. Esses pensadores criaram, de forma inédita na história da humanidade, um estudo sistemático e organizado sobre a natureza e seus fenômenos. Nesse sentido, tal prática proliferou-se no mundo ocidental ao longo do tempo, adaptando-se às realidades mercantis e capitalistas e dando origem à educação financeira. Desse modo, é indubitável a importância desse campo do saber na vida dos cidadãos brasileiros, tendo em vista que o domínio adequado dos conhecimentos econômicos afeta beneficamente a gestão dos recursos individuais e estimula o empreendedorismo no país.
Primeiramente, pelo prisma de uma sociedade consumista do século XXI, possuir uma consciência financeira serve de suporte para a independência e responsabilidade econômica do indivíduo. A noção de Investimentos e gastos adequados são algumas das habilidades que são fomentadas pela ensino financeiro. De acordo com os dados fornecidos pelo Serviço de Proteção ao crédito (SPC), cerca de 62,6 milhões de pessoas encerraram o ano de 2018 endividadas com a organização. O estudo revela de forma nítida a prevalência de uma deseducação financeira da população no Brasil, fato que apenas recrudesce o aumento das dívidas pessoais, corroborando a importância do planejamento monetário.
Um segundo aspecto a ser abordado é o fomento ao empreendedorismo dado pelos conhecimentos de finanças adquiridos pelos cidadãos. Tais conhecimentos são fundamentais para entender o funcionamento do mercado e como se portar diante dele, com base nos recursos econômicos disponíveis. A crise imobiliária do ano de 2008, deflagrada nos Estados Unidos, acometeu a realidade brasileira em diversos âmbitos, sendo as consequências desse acontecimento ainda perceptíveis atualmente. Nesse sentido, o papel da iniciativa privada, a exemplo do microempreendedorismo, é essencial na recuperação da economia e para isso a educação financeira é a principal ferramenta.
Dessa forma, possibilitar um domínio mais apurado do mercado, assim como uma independência econômica, abrindo portas para o empreendedorismo, são os principais fatores positivos agregados a educação financeira, sobretudo aos jovens. Diante disso, o MEC, por meio de suas secretarias, em aliança com o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), deveria garantir uma efetivação mais rigorosa e aprofundada do decreto de número 7.397 da Constituição, o qual confere a presença da educação financeira na base curricular das escolas. Ademais, o Ministério da Economia, em parceria com entidades privadas, a exemplo do Sebrae, deveria assegurar consultorias e assistências gratuitas à pequenas empresas. Logo, tais ações criarão um terreno fértil para o desenvolvimento do país.