A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 10/03/2020
No filme " O Lobo de Wall Street “, a ambição leva o protagonista a se tornar um dos maiores milionários dos Estados Unidos, todavia, sua vida começa a desandar quando ele começa a ser investigado por fraudes na bolsa de valores. Não distante da ficção, o filme traz um assunto que é super latente na sociedade moderna: a importância da educação financeira na vida dos cidadãos que, notoriamente, é inexistente. Tal situação ocorre devido ao perfil consumista das pessoas e à falta de uma educação específica. A vista disso, subterfúgios devem ser encontrados para atenuar o problema.
Em primeira instância, a cultura ao consumismo atua, enormemente, na invisibilidade da importância de se ter uma educação financeira. Isso porque o ato de comprar não é somente mais a obrigação de suprir necessidades, mas sim sinônimo de status social e exclusividade que, como afirma o sociólogo Don Slater, tal status provavelmente será indicado pela etiqueta de um designer ou de uma loja de departamentos. Nesse contexto, as pessoas tornam-se cega para suas atitudes consumistas compulsivas, levando não somente suas contas bancárias à falência, mas também suas vidas. Desse modo, enquanto essa for a realidade, a ilusão do consumo sempre existirá.
Outrossim, somado ao supracitado, a ausência de uma educação financeira específica impede a sua consolidação na sociedade. Nesse sentido, o atual sistema de ensino brasileiro não consegue atender às demandas do atual âmbito das finanças, seja pela falta de meios pedagógicos que auxiliem no discernimento das pessoas nesse grande e importante mundo financeiro, assim como na falta de estrutura e preparação das escolas. Nesse contexto, os cidadãos vão ficando cada vez mais perdidos, se afundando em mais dívidas, levando ao pior cenário possível visto: o suicídio, como aconteceu na Crise de 1929, em Nova Iorque, em que muitas pessoas se mataram devido à falência.
Nessa perspectiva, portanto, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto à mídia, derrubar esse perfil consumista da sociedade, por meio da criação de programas denominados " O lado negativo das compras” que irá abordar a questão da dívida e disseminar e desmitificar o ato de compra como ascensão de status, a fim de sanar esse problema. Ademais, o Estado deve, ainda, junto ao Ministério da Educação, consolidar a educação financeira nas escolas, por meio da viabilização de investimentos centrados na contratação de economistas e disciplinas que irão ensinar na administração do dinheiro, impedindo gastos desnecessários, com o intuito de sanar de vez essa problemática. Feito isso, garantir-se-á que filmes como " O Lobo de Wall Street" não traga assuntos análogos à sociedade civil moderna brasileira.