A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 04/03/2020

Em sua obra “Os Ratos”, Dyonelio Machado retrata  a história de Naziazeno, funcionário público que passa por desespero e humilhação por não conseguir quitar sua dívida com o leiteiro. De maneira análoga, fora da literatura, tal situação de desorganização financeira assola muitas pessoas na atualidade, o que é um grave problema. Dessa forma, infere-se que a educação financeira é muito importante pois não só forma jovens mais independentes, como também ajuda cidadãos adultos que já enfrentam entraves no que tange às finanças.

Diante desse cenário, cabe elucidar a autonomia que é suscitada nos indivíduos através da educação financeira. Nesse contexto, tal ensino promove controle sob os desejos e os gastos, evitando dívidas e inadimplências desnecessárias, as quais, segundo o SERASA, afetam mais de 40% da população canarinha. Ademais, com o ensino supracitado, o potencial empreendedor das pessoas é aproveitado, favorecendo o surgimento de pequenas empresas e o aquecimento da economia, visto que aumenta a População Economicamente Ativa (PEA). Em síntese, os indivíduos financeiramente educados se sentem mais seguros tanto para consumir quanto para realizar investimentos.

Além disso, vale ressaltar que educação financeira de jovens também beneficia seus familiares adultos. Nesse sentido, em 2018, foi promulgada a mudança na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a qual a partir de 2020, deve abranger o programa de ensino acerca das finanças, isto é, desde o ensino básico, os brasileiros vão aprender sobre planejamento financeiro. Desse modo, haja vista que, consoante Émile Durkheim, a relação entre família e escola é íntima, já que são os primeiros pilares da socialização das pessoas, fica nítido que o conhecimento escolar de crianças e adolescentes é passado para a família em relações pessoais, o que auxilia diretamente os adultos.

Portanto, observa-se que a educação financeira é imprescindível para o bom desenvolvimento pessoal e econômico. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação, tendo em vista que é o órgão responsável pela criação de políticas educacionais tupiniquins, efetive a Educação Financeira nas escolas não só por aulas formais, por meio da promoção de palestras que reúnam os alunos e seus responsáveis, a fim de concretizar a transformação na BNCC instituída em 2018, de modo que ela não seja apenas um projeto sazonal, mas um programa perene. Assim, realidades como a mostrada no livro “Os Ratos” não seriam mais comuns fora da ficção.