A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 17/06/2020

O filósofo Schopenhauer afirma que o dinheiro é a coisa mais importante do mundo, onde sua presença representa força, honra, dentre outros adjetivos, enquanto sua ausência traz doença, desgraça, fraqueza.Quando se trata da importância da educação financeira na vida do cidadão, o pensamento desse autor é de suma transcendência, pois o controle do capital interfere de forma direta no cotidiano do ser humano.Fatores como endividamento e uma reserva financeira requerem atenção nesse debate.

A priori, cabe destacar o papel do endividamento na cotação do ensino de finanças no dia a dia do indivíduo. No Brasil, por exemplo, no ano de 2018, 41% da população adulta encontrava-se com o seu CPF(cadastro de pessoas físicas) negativado, de acordo com o SPC(Serviço de proteção ao crédito). Esses números refletem de forma direta na falta de planejamento com o dinheiro, onde quase metade desses cidadãos apresentam hábitos consumistas, comprando além do necessário e do que podem arcar- não há uma análise do que é essencial-provocando um déficit financeiro. Dessa maneira, sem uma estrutura educacional sobre a administração do dinheiro, o consumo exacerbado prevalece, reforçando a importância do controle do capital.

Outro fator de destaque no conceito de sapiência das finanças é a reserva financeira. Tio Patinhas, personagem de desenho animado, é conhecido por sua avareza, por ser mesquinho; prevalecendo o papel do acúmulo, da reserva do dinheiro.Na sociedade hodierna, no entanto, a população apresenta um comportamento diferente da personagem, onde reservar o capital, o hábito de poupar não se faz presente. Assim, em situações como:crise econômica no país, desemprego, ocasiões emergenciais, o indivíduo não terá uma renda extra para recorrer, onde este não foi educado financeiramente, ressaltando, mais uma vez, o valor desse ensinamento.

Portanto, para solucionar tal conflito, cabe ao Estado, palestras em escolas sobre educação financeira, demonstrando aos mais jovens, desde cedo, a importância de administrar o dinheiro, evitar dívidas, poupar, diferenciar o essencial do supérfluo; onde esses, também, demonstrarão o que foi aprendido para os seus pais,  proliferando o conhecimento financeiro para todos. Também, ao Estado, a criação de um incentivo para o cidadão investir em uma poupança, a fim de possuir uma renda extra em situações diversas. Dessa forma, a educação financeira terá sua devida importância.