A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 29/02/2020
O livro “Vida para Consumo”,do escritor Bauman, retrata como a sociedade não está interessada em satisfazer a necessidade através do consumo, mas em suprir os desejos sempre crescentes e imediatos. Nesse contexto, a educação financeira se torna importante para a vida do indivíduo, haja vista a formação de um consumidor capaz de poupar e planejar.
Primeiramente, a educação financeira é relevante, pois proporciona ao consumidor uma consciência no ato da compra. De fato, um indivíduo que sabe seu limite financeiro não gasta o dinheiro em objetos supérfluos, evitando o possível endividamento. Infelizmente, essa ação de poupar é difícil de ser praticada, a partir do momento em que o contexto da sociedade capitalista impõe o consumo como um status o qual precisa ser cobiçado por todos. Fato é que a compra compulsória, ignorando a realidade de crédito, gera uma vida baseada no estresse diário e na não inclusão no mercado consumidor.
Outrossim, a educação sobre finanças ajuda a planejar o futuro. De fato, tal conhecimento torna possível a realização de alguns projetos, haja vista a disciplina e o comprometimento de guardar determinada quantia por mês, por exemplo. Como efeito, há o aumento da satisfação pessoal, contribuindo para uma boa qualidade de vida ao passo que também mantem o consumidor incluído no meio social, já que existe uma noção de organização do orçamento. Infelizmente, a maioria das pessoas não seguem esse tipo de comportamento e ultrapassam o limite de crédito, situação retratada no filme “Os Delírios de Consumo de Becky Bloom”, a partir do momento em que a Bloom vai a falência por não saber administrar seu capital, mostrando a ausência de planejamento das finanças.
Portanto, o Estado deve ajudar na difusão da educação financeira, por meio de verbas enviadas para as escolas públicas que precisarão investir em profissionais capacitados, em que abordem a matéria de maneira matemática e social, enfatizando a relevância de abordar os comportamentos humanos na sociedade capitalista, com intuito de ampliar o número de pessoas capazes de poupar e planejar, reduzindo a taxa de endividados. Além disso, o Estado precisa investir em propagandas que estimulem comportamentos aliados à educação financeira, visando ao aumento da qualidade de vida do indivíduo.