A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/03/2020

Atualmente, pode-se dizer que uma extensa parte da população brasileira é consumista, e mesmo assim, a maioria delas possui dividas. A educação financeira é um tema de extrema relevância nos dias atuais, contudo, pouco difundido na sociedade, mesmo com o impacto da crise econômica na vida de milhares de famílias que não sabem lidar com problemas relacionados ao dinheiro. Portanto, o estudo e aprofundamento a respeito de uma didática de conhecimento financista são imprescindíveis.

A princípio, perante uma visão sociopolítica, a educação financeira é tratada com certo descaso pelo Estado, dificultando a conscientização da população, de maioria classe média e pobre, que tendem a comprar excessivamente produtos que não “cabem no bolso” por falta de conhecimento , ou até mesmo por puro status, assim, formando débitos cada vez maiores. Esse fato é decorrente principalmente do desinteresse do poder público que secundariza movimentos educacionais, que auxiliariam desde a infância, a economizar e investir corretamente, por interesses que visam à preservação da renda política. Por consequência disso, alguns jovens brasileiros chegam a fase adulta sem o conhecimento adequado, com risco de inadimplência e acabam a ter como consequência a restrição do acesso ao crédito, dificultando o consumo e a obtenção de meios de financiamento.

Além disso, a educação financeira não consiste somente em aprender a economizar, mas também a buscar uma melhor qualidade de vida, tanto no hoje quanto no amanhã. Um dos motivos para a mesma é evitar o alto estresse, ou até doenças decorrentes da preocupação, que podem prejudicar o metabolismo e o psicológico, formando cidadãos desestimulados e propícios a ansiedade. Em contrapartida, há uma grande possibilidade do governo junto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) não investirem fortemente nessa ideia pela queda que poderia proporcionar no meio econômico brasileiro, ou seja, os meios capitalistas iriam ficar em desvantagem, gerando um país menos desenvolvido economicamente.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para a criação de uma boa educação financeira na vida dos cidadãos.  Posto isso, o Ministério da Educação deve promover uma proposta a fim de fazer com que, tanto estabelecimentos públicos quanto privados, abram uma obtenção a respeito de tal ensinamento, não necessariamente como disciplina específica, mas como projetos e debates em matérias humanistas, além de uma pedagogia que interesse o estudante, com livros didáticos abrangentes do assunto. Adquirir conhecimento financeiro em sala de aula pode gerar bons resultados para a vida toda, quanto mais cedo inserida a conscientização, maior será o número de adultos responsáveis e orientados economicamente.