A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 19/06/2020

Em 2014, o Brasil sofreu uma profunda crise econômica profunda que fez com que houvesse mais de 12 milhões de desempregados. Desde então, o brasileiro tem procurado novas formas de investir o seu dinheiro com o intuito de se precaver sobre futuras crises. Porém, indivíduos de menor renda,  como classe D e E, que representam quase 50% da população brasileira, não possuem acesso a educação financeira. Desse modo, tal situação merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, deve-se notar que a falta de capacidade da autogestão financeira se da pela ausência deste ensino em escolas públicas. Segundo o Instituto nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), há aproximadamente 45 milhões de estudantes em escolas que pertencem ao governo, sendo que, quase 40%, pertencem a famílias de baixa renda. Destarte, o atual sistema de ensino brasileiro compromete o desenvolvimento da nação, haja visto que o número de pessoas que se formam sem outras formas de obter educação financeira é muito representativo.

Ademais, vale ressaltar que Robert Kiyosak, autor do livro, número um em vendas, “Pai rico pai pobre”, pessoas que ganham dinheiro em loterias sempre tendem a perder tudo pois não sabem gerir suas finanças. Além do mais, de acordo com pesquisa realizada pelo G1, cerca 41% da população brasileira, somente em 2018, tiveram contas atrasadas. Isto se da principalmente pela inadimplência financeira presente, majoritariamente, em jovens de até 29 anos.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Primeiramente, o Estado, mediante o Ministério da Educação, deve inserir programas de ensino, desde o ensino fundamental, com intuito de combater, a longo prazo, o desemprego e a precária saúde financeira da sociedade. Consequentemente, classes de baixa renda terão uma melhor autogestão sobre suas própria finanças, promovendo assim o desenvolvimento da nação.