A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 16/02/2020
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizavam essa nação. Hodiernamente, não longe da ficção, percebem-se aspectos semelhantes no que tange à educação financeira, uma questão que embora seja muito importante na vida dos cidadãos brasileiros, ainda sofre alguns entraves. Sendo assim, percebe-se que o impasse abordado possui raízes amargas no país, devido não só à influência da sociedade, mas também à formação familiar dos indivíduos.
Precipuamente, nota-se que a influência da sociedade possui importante contribuição para os atuais obstáculos que a educação financeira vem sofrendo no Brasil. Consoante Émile Durkheim, sociólogo francês, o fato social consiste em instrumentos sociais e culturais que determinam as maneiras de agir, pensar e sentir na vida de um indivíduo, obrigando-o a adaptar-se às regras da sociedade. Sob essa égide, verifica-se que há, na atualidade, uma normalização em relação à ausência da educação financeira devido à influência da sociedade, fato que constitui um grande empecilho para que essa disciplina seja difundida para toda a população brasileira.
Ademais, a formação familiar da população também é responsável por esse problema que persiste no país. Segundo Sigmund Freud, fundador da psicanálise, as experiências vividas na infância, desde o nascimento, influenciam o comportamento da pessoa em toda vida. Dessa forma, se uma criança não é ensinada por seus pais a administrar seu dinheiro, desde de cedo, poderá desenvolver problemas financeiros futuramente, na vida adulta.
Diante disso, faz-se necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esse quadro. Posto isso, cabe às mídias televisivas — como formadoras de opinião pública — veicular, em horário nobre, campanhas que visem elucidar quanto à importância da educação financeira, por meio de propagandas apelativas, com o objetivo de mitigar os problemas decorrentes da má administração do dinheiro. Assim, espera-se a construção de uma sociedade melhor, da qual Machado de Assis tenha orgulho.