A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/02/2020
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções da pessoa sobre o meio eram responsáveis pela alteração da tranquilidade mental desta. Entretanto, contesta-se a notoriedade populacional sobre a importância da economia. Posto o precário conhecimento, reestruturações sociais e educacionais são medidas necessárias para que a educação financeira seja valorizada e enfatizada na vida do cidadão.
É válido ressaltar, inicialmente, a alta concentração de renda no Brasil. Segundo o “El País”, portal de notícias, cerca de 1% da população brasileira possui domínio sobre 30% da economia nacional. O cenário de desigualdade supracitado, dessa maneira, reflete o limitado grupo que detém educação financeira, afinal, muitas das falências ocorridas em âmbitos empresariais e, até mesmo, em poupanças poderiam ser cessadas com a ideia de economia e de manuseamento racional do dinheiro. Ademais, pode-se constatar tal premissa a partir do momento em que é comum jornais apresentarem o estado de calamidade de subcelebridades, que haviam sido ricos em determinado momento da vida, após a falência. Com isso, é mostrado a finitude da riqueza, a qual, muitas vezes, é ignorada pela sociedade. O regresso na classe social de grupos, desse modo, contribuem para o agravamento da marginalização.
Outrossim, é imprescindível mencionar a negligência escolar sobre o financeiro. Visto que a população hodierna vive sobre o preceito do consumismo e da indústria cultural, a ideia de economia é dificilmente relevada, pois, majoritariamente, mantém-se o ideal de compra compulsiva de objetos, os quais têm alto custo. Infelizmente, o ensino só não torna irrelevante matérias de cunho reflexivo e crítico, como filosofia e sociologia, que compõem 10% do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), como também estimula tal cultura do consumo, por intermédio do incentivo ao uso de tecnologia e a compras regulares de papelaria anualmente. Portanto, é de suma importância para que a alienação seja rompida que a economia e a criticidade sejam tidas como primordiais. Dessa forma, como propunha Russell, filósofo norueguês, o repulso ao senso comum proverá progresso.
Por conseguinte, medidas são importantes para que os cidadãos tenham uma educação financeira efetiva. O Governo Federal deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover campanhas de compreensão à economia financeira nas instituições de ensino médio e superior de todas as regiões brasileiras, a fim de que os jovens estudantes, ao entrarem na fase adulta, a qual se depararão com autonomia e com independência, possam ocupar uma geração de pessoas intelectualmente e financeiramente sucedidas. Por fim, a condição dos dados de desigualdade nacional sob âmbito global também se reduzirá com tais atitudes revolucionárias.