A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 15/02/2020
Descuido. Desorganização. Despreparo. Nunca se notou tamanha importância na educação financeira como no presente século, em um contexto onde não só o mercado de ações, mas praticamente todas as esferas da sociedade giram em torno do capital. No entanto, a falta de preparação pode acarretar sérios problemas na vida do indivíduo, uma vez que, na pior das hipóteses, pode ir à falência. Isso se evidencia não só pelo despreparo na formação do cidadão, como também pela desorganização com as finanças.
Em primeiro lugar, nota-se a educação financeira como um dos principais pilares para a formação completa do indivíduo contemporâneo, tendo em vista a boa administração das finanças, pois trata-se de um fator imprescindível para alcançar sucesso, tanto no âmbito pessoal, quanto profissional. De acordo com o site G1, menos de 50% da população brasileira não busca novos conhecimentos sobre educação financeira, e finanças de modo geral. Sendo assim, lamentavelmente, faz-se notável a percepção de que grande parte da nação caminha rumo à obsolescência, no tocante ao conhecimento financeiro, que denota ser um fator agravante para o descuido em relação ao capital.
Em segundo lugar, a desorganização pode implicar riscos ao crédito do consumidor, deixando brechas para o consumismo e consequente perda do poder de compra, sendo algo totalmente negativo para o indivíduo que, desde a infância, deveria receber tal tipo de educação. Segundo o Instituto Datafolha, nas últimas décadas, cresceu em 25% o número de pessoas que têm por costume gastar mais do que ganham por mês. Desse modo, infelizmente, é perceptível o conceito de que, cada vez mais pessoas estão sujeitas a terem seus nomes no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) por darem vazão ao consumo excessivo, esquecendo-se da imprescindibilidade de uma boa gestão financeira.
O Ministério da Economia deve, por meio de parceria com o Ministério da Educação, agir de forma direta e concisa, de modo a introduzir medidas de longo prazo para combater a desinformação financeira, como a implementação de palestras e seminários nas escolas de todo o país, desde a educação básica, até o ensino superior, com o intuito de instruir o cidadão a partir da infância sobre a necessidade de se manter informado e cauteloso no tangente à vida financeira. A divulgação de tal projeto deve ser realizada por meio dos veículos midiáticos nacionais, para alcançar toda a população. Espera-se, com isso, reduzir o número de indivíduos com o nome no SPC, bem como, melhorar o controle monetário da população de forma geral.