A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 09/02/2020
Promulgado pela ONU (Organização Mundial das Nações Unidas) em 1945, a declaração universal dos direitos humanos garante à todos os indivíduos o direito à educação, que em tese, incluiria a educação financeira. Infelizmente, na prática nem todo mundo consegue desfrutar totalmente de seus direitos o que causa diversos problemas, não apenas financeiros, como também psicológicos.
Primeiramente, vale destacar que de acordo com o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em 2018, aproximadamente 41% da população brasileira fechou o ano com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) negativado. Isso ocorre por conta da ausência de educação financeira na vida de muitos cidadãos brasileiros, que como consequência faz com que as pessoas recorram para outros meios de pagamentos, por exemplo, os cartões de créditos, e acabem gastando muito mais do que recebem, o que obviamente será cobrado em outro momento e com um juros muito maior, fato com que gera dívidas gigantescas e difíceis de serem pagas.
Em segundo lugar, é importante lembrar que a ausência de educação financeira não gera apenas problemas financeiros, como também psicológicos. No séc. XIX o professor Émile Durkeim caracterizou o suicídio como um fenômeno social, e o dividiu em três formas, sendo uma delas o suicídio anômico. De acordo com o sociólogo, o suicídio anômico ocorre quando parte da população se encontra em grande crise, incluindo crises relacionadas ao capital, o que faz com que o indivíduo perca as esperanças em conseguir se recuperar e por fim se suicida. Logo, esse grande mal poderia facilmente ser evitado se toda população fosse educada desde cedo e tivesse acesso a informações de como lidar financeiramente em períodos de crises coletivas.
Dessa forma, a fim de evitar grandes dividas e até mesmo muitos problemas psicológicos que podem desencadear o suicídio, os devidos órgãos públicos devem incluir a educação financeira na vida dos cidadãos ainda no ensino fundamental, por meio de atividades pedagógicas e matérias específicas que visem ensinar detalhadamente como lidar diante de taxas altas e quem sabe, em meio a crises coletivas. E com isso, ao chegarem na vida adulta a população não se deparará com os problemas citados no texto e terá gozado amplamente de seus direitos que foram estabelecidos pela ONU em 1945.