A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 01/11/2019
No filme “Até que a sorte nos separe” dirigido por Roberto Santucci retrata a história de Tino que foi ganhador da loteria e vive a vida de “ostentação”. Em poucos anos, Tino e a família se torna “falido” devido aos gastos compulsório. Na sociedade atual, a trama não é diferente do que acontece na realidade. Essa falta de planejamento orçamentário é observado na camada de classe média baixa. Essa problemática persiste devido a escolhas financeiras serem de forma irracional e consumista e também, na ausência de educação financeira nos ambientes escolares.
Em primeira análise, o consumismo exagerado acompanhado do endividamento é gerado pela emoção, marketing e fase do capitalismo. O livro filosófico: A sociedade do espetáculo escrito por Guy Debord relata o período tardio do capitalismo, em que as relações com as pessoas não são de indivíduos e sim de mercantilismo com símbolo de “status” e poder aquisitivo. Nessa mentalidade compulsória, os cidadões compram mais do que o necessário e o dispensável contribuindo para o aumento de dívidas e inadimplência.
Ademais, a educação financeira aplicada verdadeiramente nas escolas, auxilia os indivíduos na sociedade a gerir as escolhas financeiras e investir em uma autonomia própria para conseguir ascender socialmente. Com isso, alerta as pessoas na lucidez e de forma racional. De acordo com o educador Paulo Freire, “A educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo”. Com a ausência da disciplina nas escola, posteriormente, os jovens e adultos se tornam endividados sem o auxílio de um planejamento financeiro.
Portanto, o MEC deve-se implantar e ampliar o conhecimento das 5 cartilhas de educação financeira nas escolas e na sociedade como ferramenta de estudos, por meio de projetos transdisciplinares e de campanhas sociais nos municípios e mídias virtuais para evitar o endividamento dos cidadões por consumo exagerado do capitalismo e conscientizar os jovens para o planejamento financeiro. Além disso, deve-se convocar a ONG Bem Gasto, para orientar na adesão de questões financeiras a sociedade civil, promovendo uma sociedade mais informada e evitando que situações como a do filme, aconteça novamente.