A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 01/11/2019

O ex-presidente Juscelino Kubitschek, em seu plano de ter 50 anos de avanços em 5, tornou o Brasil um dos países mais endividados do mundo, por utilizar o dinheiro de maneira errada. Do mesmo modo, os brasileiros continuam a usá-lo de modo errôneo, por não possuírem boa educação financeira, sucumbindo à prática consumista, o que aumenta as chances do país entrar em crise e dos indivíduos se tornarem sedentários.

A priori, é notório que as pessoas, ao se perderem diante da alienação capitalista, gastam muito dinheiro desnecessariamente, o que impossibilita os investimentos deles a longo prazo, os quais garantiriam sua estabilidade econômica futura. Nesse sentido, o economista austríaco Böhm-Bawerk afirma que, se a sociedade consome dessa maneira, o país possui mais chances de entrar em crise. A partir disso, vê-se que a educação financeira é necessária para evitar que a comunidade desperdice capital, de modo a diminuir a probabilidade de um declínio econômico.

Além disso, deve-se inferir que a população, por preferir o consumo rápido de alimentos, opta pelos fast-foods, que são de ágil acesso. Segundo a teoria da Modernidade Líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a nação tende a ser mais imediatista, devido aos avanços tecnológicos rápidos das últimas décadas, de modo a selecionar produtos mais práticos. Todavia, ao abusar dessa maneira alimentícia, como se limitar a tais métodos, o povo pode desencadear medidas sedentárias e ter sua saúde prejudicada, o que torna o ensino monetário fundamental, já que esse solucionaria o uso inadequado da renda.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que as pessoas tenham consciência sobre a utilização correta do dinheiro. Primordialmente, as instituições financeiras, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, necessitam realizar palestras dentro das escolas de nível médio, de modo a ensinar os alunos as causas e consequências da aplicação descontrolada da moeda, mostrando exemplos históricos e pessoais de profissionais. Dessa maneira, o país terá menos chances de estagnar em uma crise econômica, além de possuir uma população mais saudável, já que os jovens entrarão no mercado de trabalho conscientes dos riscos do uso indevido do dinheiro.