A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 31/10/2019

Desde a Revolução Industrial, o capitalismo foi instalado na sociedade e a economia se fundamentou na liberdade do comércio. Todavia, diversos países estão passando por uma crise financeira e uma de suas principais razões é a ignorância juvenil em relação a assuntos financeiros, majoritariamente os jovens não recebem nenhuma instrução monetária e acabam fomentando crises numerárias em sua vida pessoal. Ademais, os jovens estão saindo cada vez mais tarde de casa, ou seja, a dependência parental está longínqua, fomentando crises financeiras e decorrências psicológicas.

Convém ressaltar, que segundo o Serviço de Proteção ao Crédito brasileiro, 46% dos jovens entre 25 e 29 anos estão endividados e entre 18 a 24 anos têm-se 19% com saldo devedor. É indubitável, que esses dados mostram a fragilidade do sistema econômico brasileiro e mundial pois, a maioria da população mais nova assim que começa sua vida financeira acaba por gerar dívidas e deixando seu nome sujo nos órgãos nacionais, sejam elas por meio do uso intensivo do cartão de crédito ou empréstimos recorrentes em bancos. Outrossim, isso ocorre devido a falta de informação em relação ao assunto, pois muitos jovens não tem uma instrução monetária básica e como exemplo pode-se citar em evitar o uso de cartões de crédito e empréstimos em banco, além de gastar menos do que se ganha.         Em segunda análise, deve-se ressaltar que os jovens estão saindo mais tardiamente de casa, isso se deve a uma forte dependência à família e as consequências geradas são funestas, podendo-se citar a inexperiência ao administrar a vida financeira, contribuindo para o aumento da crise econômica. Além disso, as decorrências psicológicas acarretadas aos jovens são nefastas, pois muitos desenvolvem frustrações na vida adulta por não atingirem padrão de consumo que estavam acostumados e ocasionando a depressão e a ansiedade. Isso é consoante ao pensamento do filósofo Schopenhauer, que diz que quem depende somente de si mesmo está em uma melhor situação, ou seja, quanto maior a independência, melhor o cidadão irá se portar no meio social, aperfeiçoando a vida aquisitiva e moral.

Diante dos fatos supracitados, o Estado em conjunto com as organizações estudantis de cada país, deve promover a inserção do ensino financeiro na grade estudantil, com professores capacitados para lecionar sobre a vida monetária e com o objetivo de reduzir a desinformação econômica. Além disso, a população deve ser conscientizada por meio de palestras com psicólogos a respeito da dependência juvenil, com a finalidade de garantir a independência familiar de forma gradual e consequentemente reduzindo a acomodação e melhorando a qualidade de vida da população mais nova, conforme os preceitos de Schopenhauer. Além disso, os jovens precisam ser instruídos pelas famílias a respeito do consumo exagerado e com o intuito de diminuir os problemas psicológicos decorrentes da frustração.