A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 31/10/2019
Em 1929, o mundo vivenciou uma grave crise econômica oriunda do crash da bolsa de valores de Nova York, tal fato foi motivado pelo excesso de crédito oferecido pelas financeiras em conjunto com a falta de planejamento econômico, o qual os empresários estavam inseridos. Nesse contexto, de má administração do capital e análoga com a contemporaneidade, a discussão ainda se faz presente e necessária, visto que o endividamento do cidadão brasileiro figura 40% da população. Diante disso, é necessário buscar as causas para essa questão com o intuito de solucionar esse obstáculo.
Convêm ressaltar, a princípio, o indubitável papel da ineficiência das leis como propulsora da problemática. Nesse viés, consoante ao pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, o Estado torna-se - uma “instituição zumbi” - termo cunhado por Bauman para definir instituições que perderam sua função social, mas tentam se manter a todo custo. De maneira análoga é possível perceber que o Estado brasileiro se assemelha ao exposto quando não oferece uma educação financeira para seus cidadãos. Ocorre que, esse conhecimento proporcionaria aos indivíduos um melhor entendimento e daria a possibilidade de exigir por melhores empregos e condições de vida, no entanto isso não faz parte do interesse do Estado e nem das classes dominantes.
Ademais é necessário destacar que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, a maioria da população brasileira vive com um salário mínimo que mal consegue suprir o básico da alimentação e moradia. Esse contexto, segundo o sociólogo Karl Marx é fruto da luta de classes que o sistema capitalista impõe aos seus indivíduos e cria uma estratificação social, em que as classes dominantes se preocupam somente com seu lucro, de maneira a aprofundar às desigualdades sociais. Essa cultura da miséria torna se um paradoxo no planejamento econômico pois para essas famílias é impossível administrar o que não se tem.
Diante dos fatos supracitados, é necessário que o Estado, concomitante ao Ministério da Educação, promova eventos pedagógicos na escola, por meio de trabalhos em grupo, debates e palestras abertas à comunidade, com a participação de economistas e especialistas econômicos. Essa medida tem o objetivo de integrar a sociedade com a comunidade escolar, a fim de motivar esse corpo social a percorrer o caminho do crescimento a partir da correta administração financeira. Assim, com a efetividade dessas ações, crises como a Grande Depressão, pertencerá apenas a um passado histórico remoto, de modo a permitir o desenvolvimento nacional contínuo.