A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 25/10/2019

Os Estados Unidos da América,em 1929,foi vítima da crise da bolsa de valores,em face de um capitalismo selvagem,o que ocasionou diversas consequências para a população mundial.Com o Brasil,não foi diferente as sacas de café foram queimadas e a população,sem subsídios,ficou a mercê dos cortes públicos. Nesse sentido,no contexto hodierno, o capitalismo ainda afeta o cotidiano dos brasileiros,pois não é aplicada medidas cabíveis para solucionar esse problema.Assim,cabe analisar as consequências da ausência de uma educação financeira e a necessidade dessa para o país.

A priori,é importante analisar que por mais que a população brasileira tenha adquirido uma boa condição financeira,vide o crescimento do consumo e da classe C,nada mudou em relação aos endividamentos e os resultados desses na vida dos civis. Conforme o Serviço de Proteção ao Crédito,cerca de 62,6 milhões de brasileiros fecharam 2018 com CPF negativado. Desse modo,convém ressaltar a importância de preparar a população para realização de compras e investimento do salário mensal,pois é visto como é deficiente o conhecimento da população no que tange ao hábito de cuidar do próprio dinheiro, o que resulta no endividamento e estado do de anomia social-ausência de regras e objetivos- afastando a população de um futuro financeiro estável. Nessa perspectiva,a adoção de uma educação financeira é um meio de retificar esse panorama.

Outrossim,é válido destacar que esse cenário de anomia e crescimento de problemas financeiras é decorrente de uma série de fatores consumistas catalisados pelo capitalismo, o qual impõe uma necessidade constante de consumo desnecessário. De acordo com Michel Foucault,o biopoder,agora transvestido na realidade neoliberal pelas empresas e comércios,utiliza do ideal de ascensão para busca constante de riqueza. Assim,nota-se que a sociedade,ansiosa pelo “status”, não aplica o dinheiro de forma coerente,logo,não investe em plano de saúde ou entretenimento social,com a alegação de que o dinheiro é insuficiente. Dessa forma,educar financeiramente a população é uma medida preparatória para o equilíbrio do tecido social.

Sendo assim,cabe ao Ministério da Educação,por meio da criação do projeto “Educar para um futuro estável”,implementar o estudo de finanças, em conjunto com professores de sociologia e matemática, para trabalhar não só apenas a questão de como se deve gerenciar o dinheiro,mas as consequências sociais da ausência de uma educação financeira. Ademais,contadores e administradores deverão,por meio das redes sociais,democratizar o acesso às informações essenciais para o gerenciamento da vida financeira,com o fito de melhorar o quadro econômico brasileiro. Depois disso,a população estará preparada para futuros empecilhos do capitalismo,diferente do que aconteceu em 1929.