A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 25/10/2019
A dinâmica por trás da educação financeira do cidadão é algo de suma importância em nível pessoal e social. Uma vez inserido em um sistema capacitador de ensino financeiro, o cidadão exerce o papel de um consumidor mais consciente, autônomo e equilibrado. Sendo assim, com a lei recentemente sancionada, que garante a obrigatoriedade do ensino financeiro nas escolas, a solução de problemas como o crescente endividamento e inadimplência da população são colocados em voga. Entretanto enfrenta-se obstáculos a serem vencidos para que se alcance esse ideal de aprendizado como a capacitação de professores, participação efetiva das famílias e um movimento escolar estruturado.
Inicialmente, a adição de aulas sobre educação financeira à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), proporciona à criança e ao adolescente uma visão diferenciada e ampla do capital e como este deve ser gerido. Fato esse que contribui futuramente para que esses ao entrarem na vida economicamente ativa possam ser cidadãos conscientes. Além disso é proporcionado o contato dos familiares com esse aprendizado, ao ser levado para casa pelos alunos. Para isso é necessária uma participação efetiva dos núcleos familiares na rotina escolar dos mesmos.
Entretanto para que se alcance tais benefícios, é necessário que esta nova disciplina seja transmitida de forma estruturada. Sendo que para isso necessita-se de professores capacitados e de um modo operante similar entre as instituições. Uma vez que assim evitaria o sucateamento dessas aulas, como ocorre por exemplo com as aulas atuais de informática nas escolas públicas. Garantindo assim a qualidade e eficiência do conteúdo ensinado
Por conseguinte, ao se adaptar os jovens a esse tipo de aprendizado desde o ensino fundamental como propõe a lei sancionada, obtêm-se méritos pessoais e sociais. No que tange aos ganhos próprios, para o filósofo grego Epiteto, “só a educação liberta”. Tomando como máxima a frase do autor e adaptando ao conhecimento financista, apenas a educação financeira nos capacita a perceber, entender e avaliar as melhores decisões para que se alcance um bem estar financeiro. O que contribui socialmente para a redução de cidadãos inadimplentes, endividados. Possibilitando a maximização de um crescimento econômico do país a longo prazo.
Levando-se em consideração tais aspectos, cabe ao Ministério da educação junto as secretarias estaduais o papel de fiscalizar e coordenar essa educação financeira. Através por exemplo de livros e palestras comuns as escolas, com auxílio do corpo docente. integrado aos alunos e comunidade, de forma a garantir essa estruturação. A aplicação de cursos especializados aos professores como treinamento para essa disciplina, via os mesmos agentes, é outra alternativa eficaz.