A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/10/2019

Com a recessão econômica iniciada em 2014, muitas famílias brasileiras foram obrigadas a repensar seus hábitos financeiros com o objetivo de retomar à estabilidade. No entanto, o consumo consciente e a prática de poupar nunca foram muitos costumes da população do país que, em momentos de crise, sente os efeitos da falta desses hábitos. Desse modo, é fundamental que a sociedade tenha noções acerca do melhor emprego do dinheiro para que não sofram as consequências de sua má utilização.         Primeiramente, nota-se que a forma de consumo do povo brasileiro mudou drasticamente nos últimos anos. Tal fato deve-se, sobretudo, às ações do estado no que diz respeito às políticas econômicas que possibilitaram a concessão de crédito mais facilitada e à presença de inúmeras instituições financeiras que começaram a surgir, principalmente no mandato de Fernando Henrique Cardoso, no qual a área econômica foi seu principal foco de atuação. Nesse sentido, os números de compras e de financiamentos alavancaram e, atualmente, são práticas extremamente comuns e características da economia nacional.

Por outro lado, essas facilidades que a maioria dos cidadãos usufruem geram recordes de endividamento. Com isso, mais de 60 milhões de brasileiros -cerca de 41% da população adulta- estavam com o CPF negativado até o fim do ano de 2018. Logo, essa estatística demonstra as dificuldades das pessoas em lidar com suas finanças e a falta de planejamento das mesmas para manter suas contas em dia, o que gera atrasos, multas e juros altos que complicam ainda mais o pagamento de suas contas.

Portanto, deve haver uma mudança de atitude pelo consumidor no sentido de que o mesmo saiba os riscos de gastar sem limites para, assim, não comprometer o seu futuro gerando dívidas. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover ações didáticas acerca da educação financeira por intermédio de um mapeamento das movimentações que mais fazem endividados -a partir o cruzamento de informações com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC)-, com o objetivo de criar campanhas focadas nessas transações, utilizando-se de simulações de juros, dicas sobre como guardar dinheiro, alertas sobre o uso indevido do cartão de crédito e riscos de empréstimos, por exemplo, em veículos de mídia abrangentes e em uma linguagem simples para que se torne acessível esse tipo de conhecimento aos cidadãos. Dessa forma, a sociedade estará mais ciente das consequências antes de realizar uma transação monetária.