A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 22/10/2019

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois esse seria livre e responsável. No entanto, observa-se  a negligência da sociedade brasileira no que concerne à questão dos gastos desproporcionais a sua realidade monetária, o que acarreta 41% da população adulta com o nome negativado nos órgão de proteção ao crédito. Diante disso, nota-se que a educação financeira, no país, reflete um cenário desafiador, seja em virtude da lenta mudança de mentalidade social, seja pela função tortuosa dos meios de comunicação.

Sob esse viés, destaca-se o aprendizado familiar como estimulador do consumismo descontrolado que acarreta dívidas nas contas do lar nacional. Segundo Jonh Loche, nascemos como uma folha em branco, sem conhecimento e o adquirimos por meio da experiência. Diante do pensamento do sociólogo inglês, infere-se que, se uma criança permeia um ambiente onde se depara com compras de produtos superficiais, sem consciência, como a aquisição de roupas sem a necessidade de tê-las, ela tende a atribuir esse hábito por causa da vivência experimentada. Logo, evidencia-se lacunas a serem preenchidas na educação financeira de muitos brasileiros.

Paralelamente a isso, sobressai a má influência midiática como motor fomentador da contínua estruturação de indivíduos devedores. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criando para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Analogamente ao sociólogo, observa-se que a mídia pode ser encaixada como órgão de obscurantismo social, uma vez que não cumpre seu papel de reverter cenários de atribuição de dívidas. Não obstante, as peças publicitárias estimulam seus telespectadores a gastar, compulsivamente, pela ilusão de bem estar apresentada na propaganda pelos personagens, ao adquirir mercadorias caras. Portanto, a indução social oferecida pelos meios de comunicação interfere negativamente na educação financeira da nação.

Destarte , entende-se que a instrução monetária se apóia na deficitária educação familiar somada ao estímulo consumista midiático. Assim, emerge-se imperativo que os professores da fase de Primeira Infância, por meio de teatro com tema sobre educação financeira, incitem a conscientização do consumo proporcional a renda de cada um, a fim de formar cidadãos mais responsáveis com seus gastos. Ademais, compete à mídia, através de programas como o de Fátima Bernardes, apresentar o debate que ensine a reorganizar as contas sem gastar além da renda mensal, com o objetivo de reverter o montante de negativados no país. Desse modo, os investimentos financeiros serão direcionados, adequadamente, na vida do cidadão brasileiro.