A importância da educação financeira na vida do cidadão
Enviada em 22/10/2019
A Noruega é uma das líderes mundiais na educação financeira, o que foi alcançado, principalmente, pelo excelente sistema educacional o qual desde a infância procura apresentar o assunto. No Brasil, entretanto, tal processo demonstra indícios de evolução, mas ainda é prematuro, haja visto que a importância da alfabetização monetária é pouco conhecida. Nesse viés, convém analisar a principal causa, consequência e possível medida que minimize essa problemática.
Primeiramente, a falta de diálogo e conhecimento a respeito do benefício de uma vida financeira educada e autônoma, no âmbito social brasileiro, representa uma das razões para a pouca importância que a maioria da população confere a essa questão. Destarte, para Platão, filosofo grego, uma cidade ideal seria aquela a qual a educação fosse o pilar de sua estrutura, pois, é, apenas, a partir dela que é possível construir uma sociedade esclarecida e desenvolvida. Entende-se, nessa lógica platônica, a origem primária da ignorância existente no país, a qual impossibilita que muitas pessoas conheçam os processos que regulam suas vidas, como é o caso da relação com o dinheiro.
Ademais, é possível destacar a alta taxa de endividamento, na população brasileira, como um relevante legado dessa cultura que não valoriza a educação financeira. Nesse contexto, de acordo com pesquisa da Serasa Experian, há cerca de 60 milhões de pessoas inadimplentes no país. Esse fenômeno notabiliza como a falta de planejamento financeiro afeta os indivíduos de uma comunidade que passam a viverem e a trabalharem em função de suas contas. Esse cenário simboliza, de certa forma, uma estagnação tanto individual, quanto coletiva, uma vez que o problema não afeta unicamente o devedor. Em suma, a sacada do país nórdico foi esta: educar com qualidade a todos para evitar esse problema no futuro.
Portanto, é evidente que a educação financeira é muito importante para a evolução social do país. Posto isso, cabe ao Governo Federal destinar mais investimentos para o Ministério da Educação, para que esse empregue essa temática no contexto educacional desde a tenra idade, por meio de aulas específicas nessa área com uma metodologia lúdica a qual prenda a atenção e se efetive como um conhecimento concreto. Além disso, o Ministério do Trabalho, em parceria com a iniciativa privada, deve oferecer cursos de planejamento financeiro gratuitos por intermédio de políticas públicas, com o fito de melhorar não só o entendimento das novas gerações, mas também da população de maneira ampla. Com efeito, pode-se, como esperava Platão, alcançar uma sociedade esclarecida e que, certamente, atingirá o máximo progresso.