A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Nos séculos passados era comum a população infantil largar seus estudos para trabalhar e ajudar sua família, aprendendo assim como ligar com o dinheiro desde cedo. Hodiernamente, a realidade é outra, felizmente. Porém, por conseguinte, os jovens contemporâneos não sabem se organizar financeiramente , contribuindo com uma grande problemática de má estruturação monetária. Além disso, o capitalismo os induz a gastar cada vez mais, somando ao impasse. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que, hoje em dia, a população jovem tem bastante a se preocupar, como escola, faculdade, emprego, vida pessoal, etc. Por isso, sem um incentivo maior é quase impossível que eles busquem a educação financeira por si mesmos. Dessa forma, nota-se que é preciso um estímulo, tendo em vista que 41% dos adultos chegaram no ano de 2019 com contas atrasadas, sendo isso uma consequência da má administração monetária.

Ademais, o poder do capitalismo de induzir as pessoas a gastarem mais acrescenta à problemática. De acordo com o filósofo Zygmund Bauman, vive-se atualmente em um período de liberdade ilusória, pelo fato do sistema capitalista incentivar a população a comprar sem necessidade cada vez mais, julgando ser somente sua escolha. Isso soma aos dados citados anteriormente, pois gastando progressivamente, o indivíduo perde controle de seu dinheiro e das suas despesas. Posto isso, a importância da educação financeira fica clara.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é dever do MEC incluir pelo menos duas aulas de Educação Financeira obrigatórias por ano, desde o início do ensino fundamental até o fim do médio, para que os alunos cresçam sabendo administrar seu dinheiro, impedindo que passem grandes dificuldades causadas pela má estruturação monetária. Paralelo a isso, com verbas disponibilizadas pelo Estado, é necessário que o MEC ofereça aulas anuais para toda a população, incentivando-os a gastar seu dinheiro com consciência e também ministrar sobre a melhor administração de seus bens, visando uma sociedade responsável. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada no cotidiano brasileiro.