A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Durante o período colonial brasileiro, os jesuítas foram os primeiros a implementar um modelo de ensino, de forma que era focado apenas o que desejavam lecionar e demais assuntos eram privados do conhecimento geral. Nos dias atuais, é possível notar que apesar da mudança no conteúdo passado, ainda existe a falta de acesso a diversos temas de importância social, tal como a educação financeira que mesmo sendo um assunto imprescindível para o desenvolvimento na vida do cidadão, se mantem inacessível para a maioria. Desta forma, é plausível analisar as principais causas, consequências e possível solução para a problemática.

Primeiramente, é possível afirmar que, as causas da problemática encontram-se principalmente enraizadas na forma como o modelo educacional está organizado no território nacional, sendo antiquado e com falta de priorização para temas centrais e necessários. Segundo o sociólogo brasileiro contemporâneo Simon Schwartzman, a educação do ensino médio no Brasil é formal e acadêmico, unicamente voltado para o vestibular e não contempla habilidades que jovens necessitam ter para um desenvolvimento geral. É inaceitável que em uma república democrática com impostos elevados, a administração pública permaneça negligenciando o modelo de aprendizagem da sua população.

Ademais, é coerente afirmar que, existem consequências explicitas e de grande impacto geral devido a falta de preparo e capacitação populacional para lidar com questões financeiras. Segundo o portal de notícias Globo News, o número de pessoas endividadas vem crescendo aproximadamente 4% ao ano nos últimos dois anos, principalmente nas camadas mais pobres e fragilizadas. A situação é inadmissível, visto que o problema é de amplo conhecimento da esfera governamental, que pouco ou nada faz para que haja minimização ou erradicação do impasse.

É necessário, portanto, que o Governo Federal, através do Ministério da Educação, realize um programa de ensino com cursos gratuitos ministrados em colégios e espaços públicos principalmente em áreas mais pobres, por profissionais especializados em finanças pessoais e familiares, além da implementação de matérias no ciclo básico de educação que ensinem desde o mais cedo possível formas inteligentes de administrar a questão financeira. Espera-se então que ocorra uma mitigação do problema em médio prazo e uma estruturação da sociedade a longo prazo, para que as habilidades fundamentais citadas por Simon Schwartzman, sejam finalmente implementadas nos indivíduos.