A importância da educação financeira na vida do cidadão

Enviada em 21/10/2019

Um exemplo do que o consumismo exacerbado pode causar foi a quebra da bolsa de valores em 1929, onde os americanos sofreram uma enorme crise desencadeada pelo modo de vida que levaram após a Primeira Guerra Mundial. É de se esperar que a educação financeira seja mais valorizada após várias crises como essa, porém, até os dias atuais, a maioria dos jovens-adultos, ao entrarem no mercado de trabalho, não possuem nenhum conhecimento sobre finanças, e não são apenas o jovens que sofrem com a ignorância financeira, mas os idosos também.

Ao entrarem no mercado de trabalho, muitos jovens-adultos se perdem e não sabem o que devem fazer, afinal, com a carência de educação financeira, eles se tornam vulneráveis a golpes e a endividamentos, como exemplo o rapper “50 Cent”, que declarou falência em 2015, e mesmo com suas posses e dinheiro, ficou endividado e perdeu grande parte, algo que poderia ser evitado com educação financeira básica. Como a educação financeira nas escolas é precária, os jovens são dependentes da família para lhes ensinarem sobre abrir uma conta em um banco, gerenciar o próprio dinheiro, economizar e se organizar, porém nem sempre a família pode ajudar neste aspecto, pois muitas vezes, até os mais velhos estão endividados.

A inadimplência dos idosos é a que mais cresce no Brasil, segundo o Serasa, e muitas vezes por causa de empréstimos que os idosos ficam com o nome sujo, pois além de receberem pouco da aposentadoria, as parcelas dos empréstimos são retirados diretamente do holerite da aposentadoria do INSS, e assim a renda mensal diminui consideravelmente e não sobra para pagar as contas básicas, deixando-os com o nome sujo. Pessoas mais velhas cresceram em uma época onde a educação financeira era ainda mais desvalorizada do que hoje, então pessoas mais velhas estão ainda mais vulneráveis a golpes e endividamentos.

Portanto, conclui-se que jovens e idosos sofrem muito com a ignorância financeira e estão vulneráveis, a solução mais óbvia é a educação. O estado, como perpetuador do bem comum, deve incentivar a educação financeira por meio de propagandas, campanhas coletivas e palestras gratuitas, ensinando desde o básico ao mais avançado, principalmente em meio escolar, para que haja consciência coletiva em relação ao controle de finanças e o número de inadimplentes do Brasil diminua.